Pós jogo - Inter x Atlético-MG
O primeiro tempo do jogo de ontem foi bastante complicado, é verdade. Enfrentamos uma retranca impressionantemente bem organizada pelo técnico Celso Roth. As melhores chances de gol do primeiro tempo foram do time mineiro, com Rentería e Diego Tardelli. A chance perdida por Tardelli começou com um grave erro de Fabiano Eller, que não se encontrou no primeiro tempo, cometendo vários erros. Já a chance de Rentería surgiu num contra-ataque, aproveitando a lentidão da dupla Bolívar - Sorondo. O Inter não criava boas jogadas, o time todo estava bem marcado. Giuliano só recebia bola de costas para a forte marcação e nada podia fazer. Os avanços de Kleber e Fabiano Eller era bem contidos, e os avanços pela direita, bem, esses simplesmente não aconteciam. Roth armou bem o esquema de marcação sabendo que o Inter jogaria somente pelo meio e pela esquerda.
Só que o atlético-MG correu demais no primeiro tempo. Não seria possível manter o mesmo ritmo no segundo tempo. Ainda mais com a entrada de D’alessandro. O argentino estava em uma noite inspirada, com muita vontade de jogar, como poucas vezes o vimos por aqui. Entrou no jogo no lugar de Danilo Silva disposto a decidir a partida. E foi o que ele fez. Com bons dribles e passes precisos, El Cabezón liderou o Inter no massacre. Foi um massacre o segundo tempo do jogo de ontem.
Num ótimo passe de D’ale em profundidade, Kleber lançou uma boa bola na área. E aí surgiu o outro protagonista da noite, Edu. O atacante se adiantou à marcação e fez um belo gol de cabeça. E, depois, mais um. Exímio cabeceador, como já havia anunciado Rafael Sóbis, em entrevista sobre o ex-colega de Bétis, Edu aproveitou as duas chances de cabeça que teve.
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O esquema 3-5-2 colorado foi ineficiente enquanto durou o primeiro tempo de jogo. Bem marcado e sem saída pela direita, o Inter não jogou. No segundo tempo, com o advento da entrada de D’ale no lugar de Danilo, viu-se o Inter num esquema difícil de definir. Um misto de 3-5-2 com 4-4-2.
O Inter atacava pela esquerda como num 3-5-2, Kleber fazia a ala, era ofensivo. D’ale apoiava mais pelo meio. Giuliano caía mais pela direita como opção e ficava alerta para dar a primeira marcação no setor em caso de contra-ataque atleticano. Defensivamente, Kleber voltava e fechava a famosa “linha de quatro” com Fabiano Eller, Sorondo e Bolívar, rearmando o time num 4-4-2. Deixando nome de esquema de lado, a tática funcionou. Foi um ótimo trabalho tático tático do técnico Tite. Assim como reclamei do treinador com frequência, hoje exalto seu bom trabalho na partida de ontem.
E que venha o Avaí.
1º tempo pra matar os colorados…o 2º maravilhoso, a diferença de D’alessandro fez ontem, foi de maaaaiis, e claro que venha o Avaí, pois novamente estarei lá torcendo pelo meu INTER do coração !!