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    A turma do Balão (nada) Mágico

    março 12th, 2010

    Fossati, Fossati… Qual torcedor do Inter, qual comentarista de tv, qual pessoa enfim ainda não sabe que de nada adianta escalar Kleber e segurá-lo na defesa?  O lateral colorado vinha sendo um dos mais importantes jogadores do time justamente por jogar com liberdade. O Inter tomou pressão praticamente durante a partida toda, graças à incapacidade de atacar. O nosso único armador em campo não recebia a bola. Bola essa que ia direto dos pés de nossos zagueiros - e goleiro - diretamente para a defesa do Deportivo Quito. Qual o sentido da turma lá de trás tentar resolver tudo na base do balão? Chega! Chega de retranca! Chega de usar 3 zagueiros, dois volantes e dois alas defensivos! O Inter parece voltar aos tempos de Tite quando tenta jogar neste inexplicável 7-0-3.

    ***

    Não podemos, claro, sacrificar a carreira de um jogador jovem e inexperiente baseados em uma partida. Mas uma coisa precisa ser dita: Juan levou bolas nas costas durante a partida inteira e ganhou raríssimos embates pessoais. Juntando isso com o fato de Sorondo e Índio terem perdido praticamente todas as bolas aéreas, temos um caos.

    ***

    Pato Abbondanzieri. Principal personagem do jogo. Para mim, o pior e o melhor em campo no jogo de ontem. Muita gente vai descordar do que direi, pois já digo discordando do que por aí escreveram. Suas falhas bizarras no jogo de ontem não têm desculpas. Se fosse com o Lauro já iriam querer sua cabeça. Verdade que Pato fez ótimas defesas, mas Lauro também fazia. Não tenho confiança nele, da mesma forma que não tinha em seu antecessor no gol colorado. Para mim, goleiro que joga lesionado quando o time tem substituições disponíveis é nada mais do que irresponsável. Não herói.

    ***

    Pênalti? Eu realmente queria entender de onde o árbitro tirou essa ideia. O mais interessante é trata-se de um lance onde  existe absolutamente nenhuma dúvida (ao menos que as câmeras tenham mostrado) quanto ao fato de ter sido falta no goleiro. Tanto é que o árbitro voltou atrás na decisão. Tendências conspiratórias por aí fazem com que levantemos uma questão: será que tinha dinheiro envolvido na história? Se tinha, esqueceram do auxiliar. Fato é que eu rio cada vez que revejo o lance. Pênalti, haha.

    ***

    Ah, sim, em tempo: jogar no contra-ataque explorando a velocidade, hahaha: velocidade, de Alecsandro e Edu? Será que só eu penso que tem algo de muito errado nos conceitos táticos de Fossati? Ou será que só ele pensa que está certo? Ou será ainda que ele nem pensa a respeito?


    por Lucas Backes

    A velha dor de cabeça

    março 4th, 2010

    Quero começar agradecendo Giuliano pela boa atuação na vitória de ontem. Nós, que sempre defendemos o futebol do garoto, ficamos felizes de vê-lo jogando bem. É bom, vez ou outra, ver que estávamos certos. Na verdade, não acho que ele tenha estado em má fase em momento algum, estava, apenas, jogando sozinho. Usando velho jargão do futebol, Giuliano é um jogador agudo. Mesmo que uns e outros discutam sobre o fato de ele não ser meia de criação, é inegável a qualidade dele para driblar, passar e finalizar de média distância. E é admirável sua objetividade, partindo para cima dos adversários, buscando uma finalização para a jogada, e, por isso, sim, digo: agudo.

    Sou da ala que acredita que Giuliano é sim, meia de criação. Que pode sim ser o quarto homem do meio de campo. Assim como creio que possa ser o segundo ou o terceiro também. Não primeiro voltante e nem segundo atacante, né, Tite?! Por sorte, Fossati já percebeu a qualidade do jogador e onde ele pode jogar.

    Agora com D’alessandro voltando de lesão e ainda contando com Andrezinho, Edu e outros garotos para a função, voltamos à velha dor de cabeça. A escalação dos meias, posição onde estão nossos melhores jogares, depende diretamente do esquema, com um ou dois articuladores.

    O 3-5-2: Com três zagueiros, os laterais (agora alas) têm liberdade para ir ao ataque, o que tem sido muito útil recentemente no Inter. Principalmente pelo fato de nossos lareais terem tendências ofensivas. Neste esquema, jogamos com dois volantes e apenas um articulador, o que, seguidamente, sobrecarrega o responsável por esta última função do meio de campo. E isso é um dos problemas deste esquema. Outro grande problema é que, por D’alessandro ser titular incontestável de Fossati, Giuliano - na minha opinião, nosso melhor jogador da temporada 2009 - acaba saindo do time. E isso sim, é um problema.

    O 4-4-2: Considerado por muitos um esquema mais equilibrado que o 3-5-2, é, também, a minha preferência. Porém - e sempre há um porém - não é fácil de implementá-lo num grupo onde os volantes gostam de atacar e os laterais só sabem atacar. Isto porque Kleber e Nei não têm características defensivas e já sabemos o que acontece se prendermos, por exemplo, Kleber na defesa. Perdemos poder ofensivo e defensivo, o que não me parece um grande negócio. É claro que é possível dar liberdade aos laterais mesmo no 4-4-2, desde que não se deixe que os dois volantes subam muito. Mas com Sandro querendo ir pra Seleção e com o Guiñazu sendo o Guiñazu, não é tafera fácil para o treinador. Mas enfim, controlar isso é o trabalho de Fossati. Conseguindo isso, creio que teríamos um time muito melhor do que o apenas competitivo Inter de hoje.

    A mídia gosta de chamar o excesso de jogadores para uma função de “dor de cabeça das boas”, mas tanto no sentido literal quanto na metáfora, dor de cabeça boa não existe. A pressão que existe sobre o técnico não permite que a situação seja confortável. Só resta esperar que Fossati chegue logo ao esquema ideal e faça o time funcionar também fora dos pampas. E que, claro, controle os ânimos de quem quer que fique fora do time. E, por favor, deixe o Giuliano jogar.


    por Lucas Backes

    Cala-te!

    março 1st, 2010

    Fiz festa! O Inter anunciara a volta de um ídolo. Era Julho - quase Agosto - de 2008.

    (…)

    Era agora final de 2008. Fiz festa! O Inter anunciara que Daniel Carvalho ia embora novamente.

    ***

    Deprimente. Assim resumo o que foi, aos meus olhos, a última estada de Daniel Carvalho no Inter. Visivelmente acima do peso, o atleta (atleta?) fez alguns poucos lances de efeito, bateu algumas faltas, mas não rendeu nem perto do esperado. Foram meses de treino e os vários quilos a mais continuavam lá. Daniel Carvalho não é Ronaldo. Acima do peso, o jogador não tinha arrancada, não conseguia partir pra cima dos zagueiros, acabou tornando-se um peso para o time. E dos pesados. Seu peso não era somente pelo futebol de baixo nível apresentado, mas sua insatisfação com as muitas vezes que ficou na reserva prejudicava o ambiente.

    Agora tu vens nos dizer que voltou ao Inter por amor? Muito poético! Vindo de alguém que não fez esforço pra emagrecer, teve muitas más apresentações e reclamou quando foi deixado de lado. Só queríamos que tu te esforçasse mais. Por respeito que fosse! Mas nada feito. Essa não é, Daniel, a descrição que conhecemos de amor, e, sim, de casamento.

    Palavras tuas: “Aprendi nesta passagem pelo Inter que é complicado só jogar por amor. Foi o que eu fiz. Comparando com tudo o que eu tinha na Rússia, eu vim por amor. Abri mão de 80% do meu salário. Recebia só 20% aqui no Inter. Abri mão de tudo. Tinha propostas dentro do Brasil muito melhores que a do Inter, mas vim por amor. Isto me ensinou que hoje, por amor, é complicado. Temos de pensar bem no lado profissional. Hoje, se eu tiver de voltar para o Brasil, o Inter será um clube como qualquer outro.”

    Numa coisa concordo, entretanto, contigo, Daniel: tens, mesmo, de pensar no lado profissional. E isso inclui dedicação. Treinar, manter-se em forma, estar na sua melhor forma para dar seu melhor. Isso, sim, é ser profissional.

    Não viestes por amor. Viestes pela vitrine que é o Inter, um dos maiores clubes do Brasil, o de melhor estrutura, o que disputa qualquer competição buscando o título. Títulos, aliás, que, há de se lembrar, temos todos! Viestes para se recuperar, aparecer, achando que seria Rei. Também achávamos que seria, Daniel. Mas o que demostraste? Nem sequer uma demostração de majestade.

    Por isso te peço para seguir com tua carreira, ficar em forma. Tens grande potencial e sabes disso. Atenha-se a jogar futebol apenas. Deixe as palavras para quem sabe usá-las, seus assessores talvez. E, até repensares o que fez, o que disse e reconhecer teus erros, faça-nos o favor: cala-te.


    por Lucas Backes