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    A péssima noite dos Jorges

    abril 29th, 2010

    Banfield 3 x 1 Inter.

    Não há dúvidas de que o Inter foi o maior prejudicado pela arbitragem pra lá de incompetente do uruguaio Jorge Larrionda. A expulsão absurda de Kleber acabou com qualquer chance do Inter que já pouco criava quando completo em campo. Mas é bem verdade que incompetência igual ou maior que arbitragem teve o time de Jorge Fossati. Definitivamente não era a noite dos Jorges.

    O time colorado começou bem a partida, avançando pelas laterais, com boa movimentação ainda de D’alessandro pelo meio. Alecsandro ainda deu um belo chute de fora da área que passou próximo ao gol. Aí, quando a partida parecia sob controle, o Inter parou. Simplesmente parou. Deu espaço ao Banfield, praticamente abdicando de atacar, - ao menos,  organizadamente.

    Seguindo as instruções de Fossati, todas as investidas do Inter passavam pro D’ale. É inegável o talento do argentino, mas daí até passar sempre por ele é um longo caminho. Principalmente por jogarmos contra humanos e não computadores mal programados. Não levou 20min até o Banfiled perceber. E aí foi só marcar. Andrezinho pouco fez, sucumbiu diante de um esquema mal organizado e mal pensado. O mesmo acontecera com Giuliano partidas antes.

    Estou certo de que não trocaremos de técnico durante a Libertadores, então fica meu apelo a Fernando Carvalho. Ele mesmo, aquela figura que tanta felicidade trouxe a nós colorados. Por favor, FC, organiza este vestiário que tanto carece de pessoas que compreendam futebol.

    Já defendi aqui e permaneço com a mesma opinião: definição de esquema não é tão importante quanto organização dentro de campo e obediência tática. Isso é, inclusive, teoria de Jorge Fossati. Infelizmente, com ele, tudo é só teoria.

    Jorge Fossati escalou mal, organizou mal o time e substituiu tardiamente e mal.

    Jorge Larrionda, anulou mal um gol, expulsou injustamente e validou gol inválido.

    Uma péssima noite para os Jorges. E, infelizmente, para toda a nação colorada.


    por Lucas Backes

    A mesma coisa

    abril 26th, 2010

    Dois gols de cabeça?

    Um deles numa bagunça chamada linha de impedimento, ou como os narradores e comentaristas adoram: “linha burra”. Levar gol assim é pura desorganização. Cheira à falta de comando. Não se treina jogadas bolas paradas defensivas no Beira-Rio? Ou treina-se mesmo a linha de impedimento? Não acredito em tamanha estupidez. Me recuso.

    No outro gol haviam dez jogadores do Inter na área. E, ainda assim, em meio a dois defensores, surge um jogador adversário para cabecear. Como?

    ***

    A defesa colorada é frágil em tudo, e isso inclui, obviamente, bolas aéreas. A isso junta-se um agravante: temos pouquíssimos jogadores em todo o grupo colorado que são capazes de vencer várias disputas pelo ar. Cito aí, o contestado Alecsandro. Não discuto aqui a qualidade geral do atacante, mas de bola aérea ele entende. O problema começa que nenhum de nossos volantes é bom nesse quesito, assim como nossos laterais e meias. E um de nossos atacantes é sempre baixo. Walter é ótimo de posicionamento e cabeceia bem. Mas sua altura não colabora. Sandro é alto e forte, mas não sabe pular para cabecear, não tem o tempo. E assim continuamos com o pesadelo das bolas aéreas. Pesadelo este que culmina - e agora serei apedrejado - com um goleiro que não sabe sair do gol.

    Triste é vir aqui e ter de escrever sobre os mesmos problemas de sempre. Perdoem-me por ser repetito, e por favor, colorado, não me deixe passar o ano escrevendo a mesma coisa.


    por Lucas Backes

    O insustentável esquema sem organização

    abril 22nd, 2010

    Às 19h30min de hoje, o Inter vai a campo, diante de sua (nossa) imensa e fiel torcida, lutar por uma vaga na fase eliminatória da Libertadores. Isso todo mundo já sabe. A questão é: que futebol apresentaremos hoje?

    Nos recentes jogos, o time colorado tem demonstrado, de bom, esforço. Só. Difícil é dizer se a culpa é realmente do técnico. Não estou defendendo ele, ainda não me provou nada, mas vemos claramente alguns jogadores que já não têm mais o mesmo vigor ou qualidade que tinham antigamente.

    A defesa

    Nossos laterais não marcam. Não porque não querem ou simples irresponsabilidade tática. Não, eles não sabem marcar. Quando montado no 4-4-2, o Inter fica vulnerável pois restam dois zagueiros lentos e não muito confiáveis. A quais zagueiros me refiro? Tanto faz. Todos. Neste esquema, Sandro tem mais liberdade para ir ao ataque, enquanto os dois laterais ficam atrás. Bem aí mora o perigo. Sandro é 45% da capacidade de marcação colorada. Guiñazu é outros 45%. Os outros 10% se dividem entre os demais jogadores.

    Jogando no 3-5-2, liberamos os alas e ficamos com três buracos marcadores fixos. Suficiente? Em número, sim, se considerarmos o apoio dos volantes na marcação. Em qualidade? Hum, questionável.

    O que eu vejo acontecer com o Inter é o seguinte:

    Os laterais ficam presos no 4-4-2. Sem qualidade na marcação, sobrecarregam nossos já não muito confiáveis zagueiros. Sem liberdade para atacar, acabam mais atrapalhando do que qualquer outra coisa. Era assim em boa parte da era TrIsTE. Restam na criação dois meias de habilidade e dois volantes de vontade. Não que os volantes não tenham qualidade, eles têm muita, mas na marcação, não na criação. Sem apoio pelos lados, o Inter sucumbe à marcação, até mantém a posse de bola, mas não leva perigo. Não ao adversário, ao menos.

    Os alas estão liberados no 3-5-2. Problema resolvido? Mesmo liberados pelo técnico, acabam bloqueados pelos marcadores do time oposto. Com isso, nossa armação fica com dois volantes e um meia. O meia é D’alessandro. Bastam algumas chegadas mais fortes, uma pequena série de faltas, para que o gringo fique com a cabeça quente e desconcentre-se do jogo. Aí vira bagunça. O time sente a falta de criação. Até aí tudo bem. É bom ver que o próprio time detecta os problemas. O problema é quando eles resolvem encontrar uma solução por conta própria. Nossos zagueiros resolvem sair jogando e Alecsandro volta para buscar jogo. Erramos saídas de jogo, rifamos bolas e ficamos abertos.

    Vi, entretanto, em alguns momentos de alguns jogos, o Inter dar certo. Jogando no 3-5-2 inclusive. Quando um ala estava com a posse de bola, o outro fechava para o meio. Que é o báscio do 3-5-2. Mas mais do que isso, os volantes auxiliavam na armação, inclusive na linha de fundo. Tanto Guiñazu pela esquerda quanto Sandro pela direita.  Claro que os dois subindo juntos é pergioso demais, mas um pode subir e acompanhar o seu ala quando este estiver com a posse da bola. Não são dribladores natos nem de muita qualidade na criação, mas precisam ser marcados e, com isso, o Inter popula o ataque, compacta e consegue algumas tabelas para, então, colocar a bola na área ou finalizar. Além disso, com essa ocupação do ataque, a marcação sobre nossos criadores diminui, abrindo espaços para que eles façam o que bem sabem.

    Populando o ataque com organização, acredito que podemos chegar lá. Do meio pra frente nosso grupo é suficientemente qualificado para vencer qualquer campeonato que disputarmos. Falta organização. Concordo com Fossati quanto a dar nome à esquemas. Acho que isso não é o mais importante. Mas organização é. E isso nós ainda não vimos.

    Hoje, 19h30min. Todos lá. Façamos, ao menos, a nossa parte.


    por Lucas Backes