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    A péssima noite dos Jorges

    abril 29th, 2010

    Banfield 3 x 1 Inter.

    Não há dúvidas de que o Inter foi o maior prejudicado pela arbitragem pra lá de incompetente do uruguaio Jorge Larrionda. A expulsão absurda de Kleber acabou com qualquer chance do Inter que já pouco criava quando completo em campo. Mas é bem verdade que incompetência igual ou maior que arbitragem teve o time de Jorge Fossati. Definitivamente não era a noite dos Jorges.

    O time colorado começou bem a partida, avançando pelas laterais, com boa movimentação ainda de D’alessandro pelo meio. Alecsandro ainda deu um belo chute de fora da área que passou próximo ao gol. Aí, quando a partida parecia sob controle, o Inter parou. Simplesmente parou. Deu espaço ao Banfield, praticamente abdicando de atacar, - ao menos,  organizadamente.

    Seguindo as instruções de Fossati, todas as investidas do Inter passavam pro D’ale. É inegável o talento do argentino, mas daí até passar sempre por ele é um longo caminho. Principalmente por jogarmos contra humanos e não computadores mal programados. Não levou 20min até o Banfiled perceber. E aí foi só marcar. Andrezinho pouco fez, sucumbiu diante de um esquema mal organizado e mal pensado. O mesmo acontecera com Giuliano partidas antes.

    Estou certo de que não trocaremos de técnico durante a Libertadores, então fica meu apelo a Fernando Carvalho. Ele mesmo, aquela figura que tanta felicidade trouxe a nós colorados. Por favor, FC, organiza este vestiário que tanto carece de pessoas que compreendam futebol.

    Já defendi aqui e permaneço com a mesma opinião: definição de esquema não é tão importante quanto organização dentro de campo e obediência tática. Isso é, inclusive, teoria de Jorge Fossati. Infelizmente, com ele, tudo é só teoria.

    Jorge Fossati escalou mal, organizou mal o time e substituiu tardiamente e mal.

    Jorge Larrionda, anulou mal um gol, expulsou injustamente e validou gol inválido.

    Uma péssima noite para os Jorges. E, infelizmente, para toda a nação colorada.


    por Lucas Backes

    A mesma coisa

    abril 26th, 2010

    Dois gols de cabeça?

    Um deles numa bagunça chamada linha de impedimento, ou como os narradores e comentaristas adoram: “linha burra”. Levar gol assim é pura desorganização. Cheira à falta de comando. Não se treina jogadas bolas paradas defensivas no Beira-Rio? Ou treina-se mesmo a linha de impedimento? Não acredito em tamanha estupidez. Me recuso.

    No outro gol haviam dez jogadores do Inter na área. E, ainda assim, em meio a dois defensores, surge um jogador adversário para cabecear. Como?

    ***

    A defesa colorada é frágil em tudo, e isso inclui, obviamente, bolas aéreas. A isso junta-se um agravante: temos pouquíssimos jogadores em todo o grupo colorado que são capazes de vencer várias disputas pelo ar. Cito aí, o contestado Alecsandro. Não discuto aqui a qualidade geral do atacante, mas de bola aérea ele entende. O problema começa que nenhum de nossos volantes é bom nesse quesito, assim como nossos laterais e meias. E um de nossos atacantes é sempre baixo. Walter é ótimo de posicionamento e cabeceia bem. Mas sua altura não colabora. Sandro é alto e forte, mas não sabe pular para cabecear, não tem o tempo. E assim continuamos com o pesadelo das bolas aéreas. Pesadelo este que culmina - e agora serei apedrejado - com um goleiro que não sabe sair do gol.

    Triste é vir aqui e ter de escrever sobre os mesmos problemas de sempre. Perdoem-me por ser repetito, e por favor, colorado, não me deixe passar o ano escrevendo a mesma coisa.


    por Lucas Backes

    O insustentável esquema sem organização

    abril 22nd, 2010

    Às 19h30min de hoje, o Inter vai a campo, diante de sua (nossa) imensa e fiel torcida, lutar por uma vaga na fase eliminatória da Libertadores. Isso todo mundo já sabe. A questão é: que futebol apresentaremos hoje?

    Nos recentes jogos, o time colorado tem demonstrado, de bom, esforço. Só. Difícil é dizer se a culpa é realmente do técnico. Não estou defendendo ele, ainda não me provou nada, mas vemos claramente alguns jogadores que já não têm mais o mesmo vigor ou qualidade que tinham antigamente.

    A defesa

    Nossos laterais não marcam. Não porque não querem ou simples irresponsabilidade tática. Não, eles não sabem marcar. Quando montado no 4-4-2, o Inter fica vulnerável pois restam dois zagueiros lentos e não muito confiáveis. A quais zagueiros me refiro? Tanto faz. Todos. Neste esquema, Sandro tem mais liberdade para ir ao ataque, enquanto os dois laterais ficam atrás. Bem aí mora o perigo. Sandro é 45% da capacidade de marcação colorada. Guiñazu é outros 45%. Os outros 10% se dividem entre os demais jogadores.

    Jogando no 3-5-2, liberamos os alas e ficamos com três buracos marcadores fixos. Suficiente? Em número, sim, se considerarmos o apoio dos volantes na marcação. Em qualidade? Hum, questionável.

    O que eu vejo acontecer com o Inter é o seguinte:

    Os laterais ficam presos no 4-4-2. Sem qualidade na marcação, sobrecarregam nossos já não muito confiáveis zagueiros. Sem liberdade para atacar, acabam mais atrapalhando do que qualquer outra coisa. Era assim em boa parte da era TrIsTE. Restam na criação dois meias de habilidade e dois volantes de vontade. Não que os volantes não tenham qualidade, eles têm muita, mas na marcação, não na criação. Sem apoio pelos lados, o Inter sucumbe à marcação, até mantém a posse de bola, mas não leva perigo. Não ao adversário, ao menos.

    Os alas estão liberados no 3-5-2. Problema resolvido? Mesmo liberados pelo técnico, acabam bloqueados pelos marcadores do time oposto. Com isso, nossa armação fica com dois volantes e um meia. O meia é D’alessandro. Bastam algumas chegadas mais fortes, uma pequena série de faltas, para que o gringo fique com a cabeça quente e desconcentre-se do jogo. Aí vira bagunça. O time sente a falta de criação. Até aí tudo bem. É bom ver que o próprio time detecta os problemas. O problema é quando eles resolvem encontrar uma solução por conta própria. Nossos zagueiros resolvem sair jogando e Alecsandro volta para buscar jogo. Erramos saídas de jogo, rifamos bolas e ficamos abertos.

    Vi, entretanto, em alguns momentos de alguns jogos, o Inter dar certo. Jogando no 3-5-2 inclusive. Quando um ala estava com a posse de bola, o outro fechava para o meio. Que é o báscio do 3-5-2. Mas mais do que isso, os volantes auxiliavam na armação, inclusive na linha de fundo. Tanto Guiñazu pela esquerda quanto Sandro pela direita.  Claro que os dois subindo juntos é pergioso demais, mas um pode subir e acompanhar o seu ala quando este estiver com a posse da bola. Não são dribladores natos nem de muita qualidade na criação, mas precisam ser marcados e, com isso, o Inter popula o ataque, compacta e consegue algumas tabelas para, então, colocar a bola na área ou finalizar. Além disso, com essa ocupação do ataque, a marcação sobre nossos criadores diminui, abrindo espaços para que eles façam o que bem sabem.

    Populando o ataque com organização, acredito que podemos chegar lá. Do meio pra frente nosso grupo é suficientemente qualificado para vencer qualquer campeonato que disputarmos. Falta organização. Concordo com Fossati quanto a dar nome à esquemas. Acho que isso não é o mais importante. Mas organização é. E isso nós ainda não vimos.

    Hoje, 19h30min. Todos lá. Façamos, ao menos, a nossa parte.


    por Lucas Backes

    A turma do Balão (nada) Mágico

    março 12th, 2010

    Fossati, Fossati… Qual torcedor do Inter, qual comentarista de tv, qual pessoa enfim ainda não sabe que de nada adianta escalar Kleber e segurá-lo na defesa?  O lateral colorado vinha sendo um dos mais importantes jogadores do time justamente por jogar com liberdade. O Inter tomou pressão praticamente durante a partida toda, graças à incapacidade de atacar. O nosso único armador em campo não recebia a bola. Bola essa que ia direto dos pés de nossos zagueiros - e goleiro - diretamente para a defesa do Deportivo Quito. Qual o sentido da turma lá de trás tentar resolver tudo na base do balão? Chega! Chega de retranca! Chega de usar 3 zagueiros, dois volantes e dois alas defensivos! O Inter parece voltar aos tempos de Tite quando tenta jogar neste inexplicável 7-0-3.

    ***

    Não podemos, claro, sacrificar a carreira de um jogador jovem e inexperiente baseados em uma partida. Mas uma coisa precisa ser dita: Juan levou bolas nas costas durante a partida inteira e ganhou raríssimos embates pessoais. Juntando isso com o fato de Sorondo e Índio terem perdido praticamente todas as bolas aéreas, temos um caos.

    ***

    Pato Abbondanzieri. Principal personagem do jogo. Para mim, o pior e o melhor em campo no jogo de ontem. Muita gente vai descordar do que direi, pois já digo discordando do que por aí escreveram. Suas falhas bizarras no jogo de ontem não têm desculpas. Se fosse com o Lauro já iriam querer sua cabeça. Verdade que Pato fez ótimas defesas, mas Lauro também fazia. Não tenho confiança nele, da mesma forma que não tinha em seu antecessor no gol colorado. Para mim, goleiro que joga lesionado quando o time tem substituições disponíveis é nada mais do que irresponsável. Não herói.

    ***

    Pênalti? Eu realmente queria entender de onde o árbitro tirou essa ideia. O mais interessante é trata-se de um lance onde  existe absolutamente nenhuma dúvida (ao menos que as câmeras tenham mostrado) quanto ao fato de ter sido falta no goleiro. Tanto é que o árbitro voltou atrás na decisão. Tendências conspiratórias por aí fazem com que levantemos uma questão: será que tinha dinheiro envolvido na história? Se tinha, esqueceram do auxiliar. Fato é que eu rio cada vez que revejo o lance. Pênalti, haha.

    ***

    Ah, sim, em tempo: jogar no contra-ataque explorando a velocidade, hahaha: velocidade, de Alecsandro e Edu? Será que só eu penso que tem algo de muito errado nos conceitos táticos de Fossati? Ou será que só ele pensa que está certo? Ou será ainda que ele nem pensa a respeito?


    por Lucas Backes

    A velha dor de cabeça

    março 4th, 2010

    Quero começar agradecendo Giuliano pela boa atuação na vitória de ontem. Nós, que sempre defendemos o futebol do garoto, ficamos felizes de vê-lo jogando bem. É bom, vez ou outra, ver que estávamos certos. Na verdade, não acho que ele tenha estado em má fase em momento algum, estava, apenas, jogando sozinho. Usando velho jargão do futebol, Giuliano é um jogador agudo. Mesmo que uns e outros discutam sobre o fato de ele não ser meia de criação, é inegável a qualidade dele para driblar, passar e finalizar de média distância. E é admirável sua objetividade, partindo para cima dos adversários, buscando uma finalização para a jogada, e, por isso, sim, digo: agudo.

    Sou da ala que acredita que Giuliano é sim, meia de criação. Que pode sim ser o quarto homem do meio de campo. Assim como creio que possa ser o segundo ou o terceiro também. Não primeiro voltante e nem segundo atacante, né, Tite?! Por sorte, Fossati já percebeu a qualidade do jogador e onde ele pode jogar.

    Agora com D’alessandro voltando de lesão e ainda contando com Andrezinho, Edu e outros garotos para a função, voltamos à velha dor de cabeça. A escalação dos meias, posição onde estão nossos melhores jogares, depende diretamente do esquema, com um ou dois articuladores.

    O 3-5-2: Com três zagueiros, os laterais (agora alas) têm liberdade para ir ao ataque, o que tem sido muito útil recentemente no Inter. Principalmente pelo fato de nossos lareais terem tendências ofensivas. Neste esquema, jogamos com dois volantes e apenas um articulador, o que, seguidamente, sobrecarrega o responsável por esta última função do meio de campo. E isso é um dos problemas deste esquema. Outro grande problema é que, por D’alessandro ser titular incontestável de Fossati, Giuliano - na minha opinião, nosso melhor jogador da temporada 2009 - acaba saindo do time. E isso sim, é um problema.

    O 4-4-2: Considerado por muitos um esquema mais equilibrado que o 3-5-2, é, também, a minha preferência. Porém - e sempre há um porém - não é fácil de implementá-lo num grupo onde os volantes gostam de atacar e os laterais só sabem atacar. Isto porque Kleber e Nei não têm características defensivas e já sabemos o que acontece se prendermos, por exemplo, Kleber na defesa. Perdemos poder ofensivo e defensivo, o que não me parece um grande negócio. É claro que é possível dar liberdade aos laterais mesmo no 4-4-2, desde que não se deixe que os dois volantes subam muito. Mas com Sandro querendo ir pra Seleção e com o Guiñazu sendo o Guiñazu, não é tafera fácil para o treinador. Mas enfim, controlar isso é o trabalho de Fossati. Conseguindo isso, creio que teríamos um time muito melhor do que o apenas competitivo Inter de hoje.

    A mídia gosta de chamar o excesso de jogadores para uma função de “dor de cabeça das boas”, mas tanto no sentido literal quanto na metáfora, dor de cabeça boa não existe. A pressão que existe sobre o técnico não permite que a situação seja confortável. Só resta esperar que Fossati chegue logo ao esquema ideal e faça o time funcionar também fora dos pampas. E que, claro, controle os ânimos de quem quer que fique fora do time. E, por favor, deixe o Giuliano jogar.


    por Lucas Backes

    Venda de Danilo Silva repete Nilmar

    fevereiro 26th, 2010

    por Douglas Backes

    Este episódio da negociação de Danilo Silva remete, guardadas as devidas proporções, ao caso Nilmar, no ano passado. Isso por dois motivos: primeiro, porque os contratos de ambos os jogadores continham peculiar similaridade, qual seja uma cláusula prevendo que, em caso de proposta pelo atleta, o Inter ficaria obrigado a “cobri-la”, por assim dizer. Em outras palavras: diante de uma oferta, o clube teria de concordar com a venda ou abrir o cofre para adquirir mais um percentual dos direitos sobre o jogador. No caso Nilmar, o Inter chegou a exercer essa opção, gastando para manter seu craque, mas não resistiu a uma investida posterior do Villarreal FC. Agora, com Danilo, que não é tão craque assim, a venda foi imediata.

    A outra coincidência entre os dois casos é, justamente, o aparente descritério da diretoria em relação a seus objetivos. No ano passado, dizia-se que o Inter focava a conquista do Brasileirão para coroar o centenário com um título esperado há longas três décadas. Na metade da competição, porém, o Colorado decidiu vender a taça, ao aceitar a negociação de Nilmar com a disputa em andamento. Falaram em reposição, mas até agora não se viu outro Nilmar no Beira-Rio. Agora, em 2010, o Inter já entregou de mão-beijada o primeiro turno do Gauchão, apostando todas as fichas na Libertadores da América, porém o foco novamente parece perdido, com a precoce venda de Danilo Silva - no momento, o melhor zagueiro do plantel. Reposição? Fernando Carvalho diz que o clube apostará no jovem Ronaldo, chegado do Atlético-PR.

    Tudo bem, tais apostas são válidas e, não tão raro, surpreendentemente positivas - como no próprio caso de Danilo Silva. Mas dá para encarar a Libertadores, com séria pretensão de título, segundo se propala, com apostas? Danilo, finalmente em sua posição (curiosamente, pelo lado esquerdo da zaga), estava agora afirmado, cobrindo até mesmo os erros de seus companheiros Sorondo e Bolívar (ambos com algumas sérias deficiências).

    Lesionado, Índio ainda pode demorar para recuperar a velha forma (e de qualquer maneira já entrou no ciclo descendente da carreira), enquanto Fabiano Eller é outro que não exibe a mesma efetividade de 2006. Danny foi emprestado, pois também vinha repetindo más atuações, sem confirmar os predicados que a ele se creditavam. Resulta que o Inter terá sérios problemas no miolo da zaga, a menos que a aposta Ronaldo tome conta do espaço e tenha boa companhia (talvez Índio). O Inter não vai mesmo contratar? Deixar-se-á iludir pelos resultados de campo dos seus titulares no Gauchão e na primeira fase da Libertadores? E quando pegar um time realmente forte pela frente, quem vai segurar a pressão?

    Ao vender Danilo Silva em seu momento de afirmação, o Inter repetiu o caso Nilmar, declarando publicamente que não está tão focado no título. Os euros continuam falando mais alto que as aspirações coloradas, para desengano da fiel torcida.


    por Lucas Backes

    Lucramos!

    fevereiro 24th, 2010

    Entra ano, sai ano, entra técnico, sai técnico, entra em beco, sai em beco, há uma Santa com seu nome, e nós continuamos tendo de reclamar da escalação colorada.

    Giuliano esteve absolutamente sobrecarregado na noite de ontem. (Noite histórica, sim, vencemos na estreia da Libertadores! Não creio, não importo e não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe o sentido dos tabus, mas os sites de notícia falam tanto nisso que começo a pensar que as pessoas se interessam, então: quebramos o tabu!). O jovem articulador colorado não teve espaço para jogar. Tampouco teve apoio, ao menos qualificado, dos alas. Me lembrou logo quando ele começou a jogar por aqui. Sem sequência de jogos e isolado no meio de campo, chegou a ser fortemente criticado pela torcida e pela mídia, que hoje exalta sua qualidade com um tom descarado de “eu já sabia”. Tenho medo que crucifiquem o jogador por suas atuações recentes não mais do que medianas e se esqueçam que, sozinho, não há muito o que ele possa fazer realmente. Não tenho o hábito, mas tenho de fazer coro com a mídia esportiva desta vez: Três zagueiros e um articulador, Fossati? Em casa? Sério?

    Não vou fazer uma resenha do jogo aqui, quase todos assistiram, os que não viram, já devem ter lido e escutado muito sobre como foi o jogo. Resumo: lucramos!

    Foi um jogo de técnica muito baixa, com um time colorado absolutamente desorganizado. Ganhamos da mesma forma que recentemente perdemos para o novo Hamburgo, com um gol achado. Um belo gol achado, aliás, pelo ala direito Nei. Ala esse de atuação pífia até aquele momento. Aliás, onde estava Nei no gol do Emelec? Havia um buraco no setor direito defensivo. E ele não melhorou muito depois, é bem verdade. Mas compensou, por assim dizer, com um belo gol.

    A entrada de Walter deu mais movimentação ao time, numa noite nada inspirada de Edu. Andrezinho foi decisivo mais uma vez, dando ótimo passe para o garoto, que, por sua vez, teve ótima movimentação e frieza na hora de deixar Alecsandro com o gol aberto no finalzinho do jogo. Acontecia ali uma das primeiras jogadas organizadas do Inter na partida. Eram 42 minutos do segundo tempo.

    De toda forma, somamos importantes três pontos na competição. É sempre bom lembrar que na edição 2010 da Libertadores, apenas o 1º colocado do grupo está garantido na primeira fase (dos oito grupos, classificam-se os primeiros colocados e os seis melhores segundo colocados). Um “Viva” a esta bela bagunça chamada Conmebol.


    por Lucas Backes

    Experiência basta?

    fevereiro 23rd, 2010

    O Inter de 2009 teve alguns poucos destaques positivos durante o segundo semestre. Destaco, aqui, dois: Giuliano e Marquinhos.

    Giuliano briga para manter a posição de titular do Inter. Não conseguiu ainda uma sequência de jogos em 2010, mesmo sendo o principal jogador colorado na temporada passada. Jogador que, quando foi para a seleção sub-20, deixou o clube em situação desesperadora. A equipe não conseguia  mais vencer durante sua ausência. Felizmente, parece-me que Fossati esteve testando outros jogadores agora em começo de temporada, e não simplesmente tirando o garoto do time.  Espero, realmente, vê-lo em campo hoje. Nada contra o Edu, pelo contrário, mas simplesmente tirar o Giuliano do time não teria explicação. Gostaria de ver os dois juntos inclusive, já que o Taison há algum tempo não apresenta um futebol que valha sua titularidade.

    Mas o que mais me surpreende é não ver Marquinhos na lista dos 25 jogadores inscritos na Libertadores. Logo ele, que mostrou um ótimo futebol temporada passada. Acredito, sim, que experiência seja muito importante para um time de futebol, ainda mais em uma Libertadores. Arriscaria dizer que é fundamental. Mas isso não pode significar abdicar de uma geração tão promissora de jogadores. Me perdoem os defensores do recém contratado, mas Kleber Pereira está entre os 25 e Marquinhos não?! Já me parece uma supervalorização da experiência.

    Sei que é arriscado fazer uma avaliação dessas, ainda mais em se tratando de um jogador que fez muitos gols pelo Santos e que deve entrar no decorrer dos jogos do Inter. Mas, enfim, tomara que ele me cale.


    por Lucas Backes

    O grupo colorado

    setembro 4th, 2009

    Giuliano, indo para a seleção sub-20, ficará afastado do Inter por, aproximadamente, um mês e meio. O jovem meia vive seu melhor momento no time desde que desembarcou em Porto Alegre. Será uma perda significativa para o nosso time, principalmente porque não sabemos como D’alessandro jogará daqui em diante. Não seria novidade se o gringo, após um grande jogo, desencadeasse uma sequência de atuações ruins. Já fez isso antes. Andrezinho se recupera de lesão e deve voltar em breve, mas apesar do esforço do mesmo, sabemos das limitações do jogador.

    E é aí que Edu pode entrar definitivamente no time titular. O jogador já mostrou que sabe fazer gols, o que é importante para o meia mais avançado. Já mostrou, em poucos lances, é verdade, mas sua condição física talvez não permitisse muito mais, que sabe driblar e gosta de partir pra cima dos adversários com a bola no pé. Para mim, isso é fundamental. É o que acho que faltou ao D’ale na maior parte das partidas que fez aqui até hoje. Não sei se ele cansa rápido ou se simplesmente não sabe como correr, mas falta a ele pegar a bola e andar com ela, não só dar um drible curto e passar. É claro que sua facilidade para driblar e suas ótimas assistências são muito importantes, mas, enfrentando uma marcação forte, é importante ter alguém que consiga conduzir a bola. Coisa que o Giuliano faz hoje e que Edu pode vir a fazer mais adiante.

    Se D’ale realmente evoluiu fisicamente - e, espero, mentalmente - nesse tempo afastado, poderia formar uma boa dupla no meio com Edu. Dessa forma voltaríamos ao 4-4-2. Sou bem a favor do teste com essa formação com esses jogadores. Mas por favor, Tite, se o fizer, deixe Kleber atacar! De nada adianta usarmos dois meias de criação e finalização se não tivermos apoio nas laterais. Creio, entretanto, que após as últimas atuações, Kleber não tornará a ser preso na defesa pelo treinador. E, dessa forma, sou adepto do 4-4-2.

    Mas (peço perdão por dizer o óbvio) já foi provado:  o 3-5-2 também pode funcionar. Só lamento não termos ala pela direita para que possamos exigir atenção da marcação nos dois lados. Danilo Silva é muito rápido, e um ala rápido pode ser bastante útil, de uma forma diferente de um ala técnico, como o Kleber. Mas falta a Danilo recursos para driblar e, principalmente, para cruzar. Talvez com muito treino nesse fundamento, poderá se tornar um ala aceitável. Ou até mesmo bom, quem sabe? Aí eu me perguntou: e Arílton? Com pouquíssimas chances no time, o ala praticamente não conseguiu mostrar nada. Tite afirmou, há algum tempo, que se tratava de um jogador muito ofensivo, e diziam, os que assistiam os treinos, que era um jogador técnico. Não seria o 3-5-2 o esquema adequado para dar mais algumas chances ao garoto? Ou será que ele realmente não está pronto? É preciso lembrar que até pouco tempo muitos achavam que Giuliano também não estava.

    Fato é que nosso grupo é bastante qualificado sim, claro que não tanto quanto a imprensa do centro do país dizia no começo do ano, mas é um bom grupo, quase completo. Carência mesmo só na direita. A zaga não anda tão bem, mas está ainda bem na média do campeonato brasileiro. Agora resta saber como essas peças serão encaixadas daqui pra diante.


    por Lucas Backes

    É o mesmo Fernandão?

    agosto 5th, 2009

    Estou profundamente decepcionado com essa história toda do Fernandão.

    Ouvi muita gente nas ruas reclamando que o ex camisa nove colorado foi para o Goiás, e que o inter perdeu a negociação para o time de Goiânia. Pois bem, quando Fernandão saiu daqui, ele era, sim, uma grande liderança de vestiário com profundo conhecimento de futebol. O que é, de fato, muito importante num time de futebol. Mas estava jogando um futebol deprimente, não auxiliava em nada na marcação, errava muitos passes e não corria. Algo que recentemente vivemos com D’alessandro. Claro que a importância deles no grupo é incomparável, Fernandão era uma influência muito positiva para os companheiros. Já o D’ale…

    A minha decepção entretanto, não é com a Direção do Inter por não ter apresentado proposta para o ídolo colorado, mas com ele mesmo por todas as infelizes e infantis declarações que deu. Respeito a todos que queriam a volta do jogador para o Inter. Eu, por exemplo, também não era contra. Mas também não acho que ele seria a solução dos nossos problemas, dado o que ele vinha jogando quando saiu.

    Palavras de Fernandão:
    “No sábado passado, recebi um e-mail do Fernando Carvalho. Na primeira vez que fui para o Inter, o mesmo Fernando veio pessoalmente a Goiás negociar comigo. Eu era um desconhecido. Agora, quatro anos depois, não sou mais um qualquer. Queria ter sido tratado com mais respeito.”

    Na minha opinião, isso é coisa de criança. Mais respeito? O Inter, assim como muitos outros clubes, faz muitos contatos por e-mail, e não tem nada de errado nisso. O errado é ficar achando que é uma pessoa melhor que as outras e merece tratamento diferenciado por causa de seu passado. O Inter não era obrigado a fazer proposta alguma por ele, ainda mais antes de ele rescindir o contrato ou em meio a competições, viagens e outras negociações.

    “(…) ele (Fernando Carvalho) pediu para eu enviar a minha proposta e eu me senti envergonhado com isso. No mesmo dia, recebi a ligação do Goiás, que me abriu as portas de maneira muito emocionante. O Inter deveria ter sido mais claro comigo. (…)”

    Fernandão havia dito em seu blog antes que o Inter teria fechado as portas para ele. Bom, ele mesmo acabou de desmentir. O Inter fez contato e aguardou uma proposta do jogador. Fernando Carvalho tinha ótimo relacionamento com o capitão do Mundial e é comum um contato informal nesse tipo de relação. A proposta não veio. Ao invés, veio uma reclamação pública infeliz.

    Realmente é difícil acreditar que é o mesmo Fernandão que conhecíamos. Aquele líder, aquela pessoa responsável. Confesso que não gosto desse novo Fernando.

    Essa é, claro, a minha opinião, e respeito quaisquer outras. Acho que o debate é princípio fundamental em qualquer lugar. Também não sei os detalhes da negociação, é possível que o Inter realmente tenha falhado em algum ponto. Mas não acredito em nada que justifique a reclamação pública - e até que se prove o contrário - injusta do jogador.


    por Lucas Backes