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    Inter conquista a Suruga

    agosto 5th, 2009

    Na manhã desta quarta-feira, o Inter conquistou o título da Copa Suruga, ao vencer o Oita Trinita, do Japão, pelo placar de 2×1.

    Difícil fazer qualquer comentário a respeito do jogo em si, que só foi exibido na TVCOM. Utilizando a transmissão do rádio como base, parece que o Inter mostrou os mesmos problemas que vinha mostrando, mas dessa vez encontrou um adversário fraco o suficiente para conseguir se manter à frente.

    Uma notícia possivelmente boa é a de que Kléber apareceu no fundo constantemente e fez vários cruzamentos para a área. Além disso, ele e Alecsandro parecem estar começando a encontrar um certo entrosamento, o que pode ser importante para o Inter no restante da temporada. A principal qualidade de Kléber é, supostamente, seu cruzamento na área. Talvez a ausência de um atacante de área no passado tenha impedido uma maior produtividade por parte do lateral. Vamos torcer para que isso comece a mudar.


    por Carlos Alberto Petry Junior

    Adeus esquema losango-Nilmar.

    julho 28th, 2009

    Nilmar foi recentemente negociado com o Villareal da Espanha. Todos nós já sabíamos que isso iria acontecer. Até mesmo quando Fernando Carvalho nos disse que era impossível Nilmar se apresentar na segunda-feira passada na Espanha. E tinha razão, claro, Nilmar foi negociado só na terça.

    Mas a dúvida que fica não é sobre a necessidade de vendê-lo, pois isso já era certo. Ele queria ir e não teria muito mais tempo pra sair daqui. Além do mais, o Inter sempre precisa de dinheiro de vendas. A questão que fica realmente é se o Inter soube aproveitar o craque que esteve no Beira-Rio.

    Nilmar é muito rápido, ágil, com incrível controle de bola, ótimo domínio e driblava com muita velocidade. Talvez por ter todas essas qualidades, Tite tenha achado que deveria poderia deixá-lo jogar sozinho, completamente isolado, no ataque. Até deu certo naquele gol incrível contra o Corinthians, no começo do campeonato. E deu certo algumas outras vezes ainda. Eu fico imaginando como teria sido se ele tivesse a aproximação de outros jogadores para auxiliar na criação de jogadas de gol, para fazer tabelas. Tabelar com o Nilmar é fácil como com poucos outros jogadores do futebol mundial. É simples, ele sempre vai chegar na frente do zagueiro. Mas não, o Inter insistia em jogar com Taison aberto pelo outro lado e D’alessandro como único armador. Como o argentino era muito bem marcado, Nilmar não tinha com quem jogar. Ainda assim o Inter ganhou alguns jogos complicados, tamanha a qualidade do atacante que agora perdemos.

    Se as mudanças tivessem sido feitas mais cedo, usando dois armadores, tirando o D’ale que já estava mal, poderíamos tranquilamente estar liderando o Brasileirão hoje. Agora vamos ver se o Magrão, que vem jogando muito mal, dá lugar a um armador. Eu, hoje, jogaria com Sandro, Guiñazu, Giuliano e Andrezinho. Com essa formação, até mesmo o falido losango poderia ser mantido no meio. É claro que pode não dar certo, mas quanto antes tentarmos, antes saberemos se pode ou  não funcionar. Giuliano jogou de segundo volante na seleção sub-20, então a função dele pela direita no losango não exigiria nada que ele já não tenha feito (marcação e armação).

    Nota rápida: não sou adepto do esquema losango, mas já que Tite não vai fazer mudanças bruscas, essa acima é uma opção.

    Agora é esperar para ver se Tite vai manter o mesmo esquema com três volantes e um armador que vem dando errado há tanto tempo, ou se vai tentar algo novo. Eu sinceramente espero que ele esteja com 10% do cansaço que eu estou desse esquema que não funciona. Já seria mais do que suficiente para tentar algo diferente.

    Com Alecsandro no ataque, teremos referência dentro da área, para bola aérea inclusive. Vai faltar alguém para colocar a bola lá. Daí a necessidade de mais gente criação, não se pode esperar que Magrão ou Bolívar tenham grande aproveitamento em cruzamentos. Junto de Alecsandro, no ataque, surge a dúvida: agora que o craque do time se foi, usar Taison, que está mal, Bolaños improvisado, pois sempre foi volante ou meia, ou apostar em alguém das categorias de base? Acho que Taison bem orientado pode dar certo. Acho também que Bolaños até pode render por ali, se tiver dois outros armadores que cheguem junto à área adversária. Ou então  tentar mesmo uma aposta das categorias de base, mas ainda parece um pouco cedo para desbancar nossos jogadores do grupo principal nessa função.

    O certo é que o nosso camisa 9 se foi, e o esquema losango-Nilmar, não mais poderá ser utilizado. É mais uma oportunidade para Tite mostrar que tem condições de treinar um time do porte do Inter. Até agora ele desperdiçou as boas chances que teve. Com exceção da Sul-Americana de um ano atrás, claro.


    por Lucas Backes

    A “sacudida” de Fernando Carvalho

    julho 26th, 2009

    Na noite de ontem, o Inter teve mais um resultado negativo: perdeu para o Botafogo, no Rio, pelo placar de 3×2. Os mesmos problemas vistos nos últimos dois meses foram vistos mais uma vez durante a partida.

    Após o jogo, Fernando Carvalho, vice-presidente de futebol colorado, afirmou que uma “sacudida interna” se faz necessária.

    Acredito que ninguém discordaria de sua afirmação. A questão é: o que pode e deve ser feito para a equipe sair da atual crise?

    Comecemos falando a respeito do treinador colorado. Tite parece estar perdido. O Inter vem acumulando maus resultados, e o técnico continua insistindo no mesmo esquema de jogo, que já provou não funcionar mais. Como já dissemos aqui diversas vezes, sua solução com quatro jogadores em linha e três volantes na defesa funcionou por um tempo, mas seu prazo de validade já expirou há algumas semanas. O único armador e os atacantes ficam completamente isolados e precisam criar jogadas puramente na base da individualidade. Os adversários já entenderam isso e o Inter se tornou o clube mais previsível do Brasileirão. Os oponentes colorados conseguem ter o domínio da posse de bola e pressionam o Inter até conseguirem encontrar um espaço na defesa (algo que não é muito difícil, quando temos Kléber em um dos lados do campo apenas fingindo que marca alguém). É verdade que os zagueiros estão em má fase, mas também é verdade que zaga nenhuma aguenta a pressão constante que o Inter vem sofrendo jogo após jogo.

    Desta forma, torna-se muito difícil avaliar individualmente os jogadores do Inter. Mesmo assim, não podemos inocentar todos os atletas da equipe. Alguns merecem, sim, as críticas que vêm recebendo. Um exemplo é Magrão. A opinião da equipe do InterBlog sempre foi de que Magrão não deveria ser titular do time. Por outro lado, sempre entendemos que ele possui qualidades importantes, principalmente em jogos decisivos. Uma dessas qualidades seria a sua liderança. A questão é: até que ponto sua liderança é algo positivo? Ano passado, quando foi colocado no banco de reservas por Tite, ficou emburrado e não aceitou bem a ideia de ser reserva. Num time que se orgulha de ter um excelente elenco, qual é o valor de um jogador com uma atitude dessas?

    E esse parece ser um dos principais problemas da equipe colorada. Os “líderes” do grupo são jogadores experientes, com importantes títulos na carreira, que acreditam ter lugar na equipe simplesmente por suas conquistas do passado. Não sabendo o que ocorre dentro do vestiário, tudo o que podemos fazer é especular, mas olhando de fora, Magrão e Bolívar parecem ser os melhores exemplos disso. Índio, Guiñazu e Álvaro tem currículos tão respeitáveis quanto os jogadores previamente mencionados, mas não parecem ter o mesmo tipo de atitude deles. Álvaro já foi para o banco diversas vezes e lidou muito bem com isso, e é de se imaginar que Guiñazu faria o mesmo, dada a sua personalidade.

    Outro problema que a equipe colorada tem pode ser confundido com o anterior, mas não é exatamente o mesmo. Jogadores como Kléber e D’Alessandro provavelmente ainda não se estabeleceram como líderes, mas por serem conhecidos nacional e até mesmo internacionalmente, parecem ter escalação garantida na equipe colorada, a despeito de atuações ruins.

    O Inter campeão do mundo de 2006 passou pelos mesmos problemas nos anos subsequentes e precisou fazer mudanças. Os grandes líderes da equipe já não estavam mais atuando no mesmo nível e a equipe teve de ser renovada. Fernandão e Iarley foram negociados, enquanto Clemer foi mantido, mas como terceiro goleiro. Abel Braga foi para os Emirados Árabes.

    Será que o atual grupo do Inter precisa passar pelo mesmo tipo de reformulação?

    Talvez a “sacudida” mencionada por Fernando Carvalho envolva algumas mudanças no grupo colorado. Sou da opinião — e como sei que o Lucas também é, posso dizer que essa é a opinião do InterBlog — de que chegou o momento de o Inter negociar Magrão. Já achava isso no início do ano, e a temporada até aqui só vem reforçando a ideia. Talvez Índio também deva ser negociado (embora eu não o veja como um problema para o ambiente colorado), pois já tem 34 anos e não é o mesmo de anos anteriores. Também gostaria de ver a saída de Bolívar, mas não vejo como isso possa acontecer, pois ele acabou de assinar um contrato de três anos com o clube. Talvez uma saída de Índio o permita atuar como zagueiro, sua verdadeira posição.

    O trabalho de Tite não agrada nem um pouco, mas também temos que aceitar que o mercado não oferece grandes alternativas. Confesso que gosto do trabalho de Dorival Júnior, mas é difícil imaginar o treinador saindo do Vasco. Parreira sempre me pareceu muito mais diplomata do que treinador. Cuca mostrou contra o Inter, pela Copa do Brasil, que sabe organizar um time equilibrado, mas também é inegável que ele passa longe de ser um grande motivador e se abate facilmente.

    Ou seja, entende-se porque a direção colorada reluta em demitir Tite agora. Teve a chance de demiti-lo quando Muricy estava disponível, mas não quis fazê-lo. Agora, talvez seja “menos difícil” encontrar as soluções dentro do próprio vestiário. Mas não vejo como Tite possa recuperar o comando da equipe colorada, a não ser que aconteçam mudanças no grupo de jogadores.

    A situação não permite soluções fáceis, mas a realidade é que algo precisa ser feito. E logo.


    por Carlos Alberto Petry Junior

    A volta de D’Alessandro

    julho 17th, 2009

    Foi divulgada nas últimas horas a informação de que o STJD reconsiderou sua decisão e concedeu o efeito suspensivo ao jogador D’Alessandro. Isso significa que o meia argentino está liberado para jogar, pelo menos até a semana que vem, quando ocorrerá o julgamento do recurso de sua punição de 60 dias.

    Desta forma, D’Alessandro é provável presença no Gre-Nal de domingo. Boa notícia? Não necessariamente.

    Ninguém discute que D’Alessandro é um jogador com muito talento. Tem muita habilidade com a bola nos pés, uma boa visão de jogo, cruza bem para a área tanto com a perna esquerda quanto com a direita. Mas também não há como não ver que o argentino está em péssima fase, errando muitos passes, perdendo a bola com enorme frequência e tentando, sem sucesso, cavar um número excessivo de faltas.

    O seu reserva, Andrezinho, não tem o mesmo talento que D’Alessandro. Por outro lado, vem mostrando ao longo do ano que tem algumas vantagens em relação ao companheiro de equipe. Vejamos algumas:

    Velocidade: Embora esteja longe de ser um velocista, Andrezinho é, sem dúvida, mais rápido do que D’Alessandro. Talvez seja pelo fato de conseguir correr com a posse de bola, coisa que D’Alessandro não sabe ou se recusa a fazer.

    Marcação: Diferentemente do argentino, Andrezinho ajuda a equipe quando o time não tem a posse de bola. Isso ficou claro nas últimas partidas, principalmente no jogo contra o Fluminense. Em muitos lances, era possível ver Andrezinho dando combate no campo de defesa, coisa que D’Alessandro dificilmente faz.

    Chute de fora da área: Desde a saída de Alex, o Inter sente a falta de um jogador com capacidade de chutar bem de fora da área. Com as defesas cada vez mais preparadas para marcar a velocidade de Nilmar e Taison, um jogador com essa qualidade torna-se importantíssimo. D’Alessandro, até aqui, não mostrou ter um bom chute. Andrezinho não chuta com grande força, algo que o impede de ser perigoso em chutes de longa distância, mas tem excelente aproveitamento em conclusões de perto da entrada da área. Vimos isso no seu gol contra o Fluminense na última quarta-feira.

    Além das vantagens que a presença de Andrezinho traz, outro problema surge com a volta de D’Alessandro.

    Nas últimas partidas, o zagueiro Sorondo parece ter melhorado a defesa do Inter, pelo menos no que diz respeito à bola aérea. Merece continuar na equipe, principalmente se Tite optar pelo esquema com três zagueiros.

    O problema é que Sorondo é uruguaio, e cada equipe pode ter, em campo e no banco, no máximo três jogadores estrangeiros. Com D’Alessandro suspenso, a equipe colorada vinha utilizando Sorondo e Guiñazu, e colocando Bolaños no banco. Com a volta do meia argentino, um desses jogadores não poderá ser relacionado para o Gre-Nal. A tendência é que este jogador seja Bolaños, o que significa que o Inter perde uma opção de qualidade no banco de reservas.

    Se D’Alessandro jogar como na vitória colorada por 4×1 no Gre-Nal disputado no Beira-Rio pelo Brasileirão de 2008, sua presença em campo valerá a pena. Se ele voltar a fazer o que sabe e a demonstrar um pouco mais de vontade de estar em campo, talvez as demais preocupações se mostrem sem tanta importância assim. Mas, por enquanto, o efeito suspensivo conseguido hoje deve ser visto apenas como uma notícia. Se a notícia é boa ou não, só saberemos domingo.


    por Carlos Alberto Petry Junior

    Pós jogo - Atlético-PR x Inter

    julho 15th, 2009

    Pós jogo atrasado e incrivelmente resumido

    O jogo no Paraná não deu ânimo algum pra escrever um pós jogo. E também está muito difícil de avaliar a atuação colorada recentemente. É uma bagunça tão grande, que não faremos avaliações individuais daquela partida. Simplesmente não dá pra avaliar individualmente um time que não tem o mínimo senso de organização.

    Resta-nos resumir dizendo que foi mais uma péssima atuação colorada com um gol cujo chute desviou na zaga e enganou o goleiro. Ah, e sim, levamos três do Atlético-PR. É injusto avaliar as atuações dos zagueiros do Inter. Raramente veremos algum defensor acertando todas as jogadas quando pressionado 90 minutos. E sem cobertura dos laterais e volantes, claro. É sacanagem.

    Mas eu acho acho mesmo que um dia, sim, um dia(!), mudaremos esse esquema! E mais: teremos laterais compondo o nosso time titular!


    por Lucas Backes

    Prévia - Atlético-PR x Inter

    julho 11th, 2009

    Após mais um resultado decepcionante, o Inter tenta reencontrar o bom futebol e manter a liderança do Brasileirão diante do Atlético Paranaense.

    Ao longo das últimas semanas, o Inter — até então considerado o melhor time do país pela mídia — teve expostas grandes deficiências em sua equipe, as quais foram devidamente exploradas por adversários preparados e qualificados.

    Os problemas defensivos, mascarados por um sistema de jogo extremamente retranqueiro, vieram à tona diante de equipes com bom aproveitamento ofensivo. As limitações do meio-campo, composto por três volantes e apenas um armador, tornaram-se fator decisivo contra o Inter, já que os adversários perceberam que bastava tirar os espaços de D’Alessandro para transformar o Colorado numa equipe totalmente dependente da ligação direta. A falta de um sistema de jogo com variações de jogadas ofensivas fez com que a dupla de ataque, composta por Nilmar e Taison, dependesse totalmente de seus talentos individuais para criar oportunidades de gol.

    Em suma, o sistema de jogo de Tite fracassou no momento mais importante da temporada até aqui.

    Como Tite deverá continuar no comando pelo menos até o Gre-Nal, nos resta torcer para que ele faça ajustes em seu esquema e recoloque a equipe no caminho das vitórias.

    O adversário de amanhã não é uma grande equipe, o que significa que, mesmo com as deficiências táticas escancaradas recentemente pelos adversários colorados, a qualidade dos nossos jogadores pode ser suficiente para garantir um bom resultado em Curitiba.

    O Inter terá três desfalques para a partida de amanhã: Danny Morais (suspenso), D’Alessandro (em trabalho de recondicionamento físico) e Kléber (liberado para resolver problemas particulares). A escalação da equipe deverá ser a seguinte:

    Lauro; Bolívar, Índio, Sorondo e Marcelo Cordeiro; Glaydson, Magrão, Guiñazu e Andrezinho; Taison e Nilmar

    Copa do Brasil e Recopa já foram perdidas. Ainda resta o Brasileirão, que é, convenhamos, mais importante que essas duas competições. Sendo assim, qualquer vitória é bem-vinda. Por outro lado, se a equipe vencer utilizando o mesmo esquema que vem utilizando desde o início do ano, estará dando força a um sistema de jogo que já provou não ser bom o bastante.

    Como colorados, certamente torceremos pela vitória colorada amanhã, venha ela como vier. Esperamos, entretanto, que não venha em detrimento de evoluções táticas fundamentais para que o clube almeje o título nacional.


    por Carlos Alberto Petry Junior

    Análise Individual - LDU 3 x 0 Inter

    julho 10th, 2009

    Lauro - 6,0

    Danilo Silva - 5,5

    Índio - 5

    Danny Morais - 5

    Kléber - 5,5

    Glaydson - 5,5

    Magrão - 4,5

    Guiñazu - 5,5

    D’Alessandro - 4,5

    Taison - 5

    Nilmar - 6,5

    Andrezinho - 6

    Alecsandro e Bolaños - sem nota

    Tite - 4


    por Lucas Backes

    Análise Individual - Nau 0 x 2 INT

    julho 6th, 2009

    Lauro - 7

    Bolívar - 5,8

    Índio - 6,3

    Danny Morais - 6,3

    Kléber - 5,3

    Glaydson - 6

    Magrão - 6

    Guiñazu - 6,5

    D’Alessandro - 4,8

    Taison - 5

    Nilmar - 8

    Andrezinho - 7,5

    Alecsandro e Bolaños - sem nota

    Tite - 6,5


    por Lucas Backes

    Pós jogo - Náutico 0 x 2 Inter

    julho 6th, 2009

    O Inter foi a campo com time quase completo, apenas Sandro estava fora por lesão. Glaydson foi o substituto eleito para a função e esteve seguro na marcação mais uma vez. Mas de novo faltou criatividade para o time do Inter.

    Concentrando a maioria das saídas de jogo no meia D’Alessandro, o Inter pouco - ou nada - conseguiu criar no primeiro tempo. E no segundo tempo as coisas não iam muito diferentes até os gols. O argentino estava bem marcado e liderou os erros de passe colorados, errando 8 vezes o fundamento. Quando tentava uma saída pela lateral, o Inter esbarrava na lentidão e nos erros do lateral Kleber que quase alcançou D’Ale, errando 6 passes. Pela direita, Bolívar contribuiu com mais 5 erros. Juntos, os três foram responsáveis por mais de 50% dos passes errados do Inter.

    No segundo tempo Tite sacou D’Alessandro e Taison e promoveu as entradas de Andrezinho e Alecsandro. Com o advento da entrada de Andrezinho o time do Inter quase que instantaneamente passou a controlar o jogo. Com bastante movimentação e vontade, o meia conseguiu organizar o time do Inter. Dos pés dele saiu uma boa cobrança de falta que obrigou o goleiro do Náutico a ceder um escanteio. Na cobrança do tiro de canto executada pelo próprio meia colorado, Nilmar deu um belo giro, saiu da maração e, aproveitando o desvio dentro da área, mandou a bola para dentro do gol.

    O Inter seguiu melhor em campo e, após um ótimo corta luz de Guiñazu, Nilmar recebeu a bola (impedido) e colocou no canto superior esquerdo do goleiro para fechar o placar.

    Não foi um grande jogo nos Aflitos, mas o Inter conseguiu mais uma vitória fora de casa e a liderança do Campeonato Brasileiro.

    Opinião pessoal: Continuo achando três volantes demais para um time que não tem laterais. Com o Andrezinho em boa fase e com ótima aproveitamente em bolas paradas, poderia entrar no time para ajudar D’Alessandor na criação. Isso porque sabemos que o argentino não sairá tão cedo do time mesmo com suas atuações decepcionantes. Mas ainda tenho esperança de ver D’Ale ao lado de um meia que se movimente bastante, como o Andrezinho. Acho que isso poderia ser bem produtivo para o time do Inter.
    É possível que Andrezinho até entre no time mais adiante enquanto Sandro ainda estiver fora, mas vai entrar com muita responsabilidade de marcação e pouca liberdade, pois Magrão e Guiñazu não guardam suas posições.
    Mas o mais triste de tudo ainda é, sem dúvida, saber que o único jogador que vem criando e decidindo os jogos para o Inter está de saída. Vai ser complicado quando sair Nilmar. Tomara que Bolaños consiga continuar saindo-se bem improvisado no ataque.


    por Lucas Backes

    Prévia - Náutico x Inter

    julho 5th, 2009

    Após a derrota na final da Copa do Brasil, o Inter volta a campo para seguir em busca de sua principal meta do ano: vencer o campeonato brasileiro. O colorado vai a Recife em busca de mais uma vitória fora de casa. O Náutico, adversário de hoje já é bem conhecido do que Inter que venceu os pernambucanos já em duas ocasiões no ano de 2009 jogando pela Copa do Brasil.

    O Náutico é uma equipe frágil que joga com muito mais vontade do técnica e que tem no ataque seus principais jogadores. Gilmar é o principal deles. De baixa estatura mas com boa técnica e velocidade, tem feito muitos gols e armado boas jogadas. Carlinhos Bala é outro nome importante e de característica semelhante a de Gilmar. Bala é muito veloz e tem bons dribles, além de bater com precisão na bola.

    Mas o maior adversário dos clubes que vão a Recife ainda é o gramado de péssima qualidade. Teoricamente, o campo ruim atrapalharia igualmente aos dois times, porém, é claro, o Náutico já está mais acostumado com seu gramado e já adequou seu jogo às necessidades especiais que o campo requer.

    O jogo de hoje é uma boa oportunidade para o Inter ganhar moral após a perda da Copa do Brasil. Com um time muito superior ao dos pernambucanos, o Inter tem totais condições de conseguir uma boa vitória hoje.


    por Lucas Backes