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    A “sacudida” de Fernando Carvalho

    julho 26th, 2009

    Na noite de ontem, o Inter teve mais um resultado negativo: perdeu para o Botafogo, no Rio, pelo placar de 3×2. Os mesmos problemas vistos nos últimos dois meses foram vistos mais uma vez durante a partida.

    Após o jogo, Fernando Carvalho, vice-presidente de futebol colorado, afirmou que uma “sacudida interna” se faz necessária.

    Acredito que ninguém discordaria de sua afirmação. A questão é: o que pode e deve ser feito para a equipe sair da atual crise?

    Comecemos falando a respeito do treinador colorado. Tite parece estar perdido. O Inter vem acumulando maus resultados, e o técnico continua insistindo no mesmo esquema de jogo, que já provou não funcionar mais. Como já dissemos aqui diversas vezes, sua solução com quatro jogadores em linha e três volantes na defesa funcionou por um tempo, mas seu prazo de validade já expirou há algumas semanas. O único armador e os atacantes ficam completamente isolados e precisam criar jogadas puramente na base da individualidade. Os adversários já entenderam isso e o Inter se tornou o clube mais previsível do Brasileirão. Os oponentes colorados conseguem ter o domínio da posse de bola e pressionam o Inter até conseguirem encontrar um espaço na defesa (algo que não é muito difícil, quando temos Kléber em um dos lados do campo apenas fingindo que marca alguém). É verdade que os zagueiros estão em má fase, mas também é verdade que zaga nenhuma aguenta a pressão constante que o Inter vem sofrendo jogo após jogo.

    Desta forma, torna-se muito difícil avaliar individualmente os jogadores do Inter. Mesmo assim, não podemos inocentar todos os atletas da equipe. Alguns merecem, sim, as críticas que vêm recebendo. Um exemplo é Magrão. A opinião da equipe do InterBlog sempre foi de que Magrão não deveria ser titular do time. Por outro lado, sempre entendemos que ele possui qualidades importantes, principalmente em jogos decisivos. Uma dessas qualidades seria a sua liderança. A questão é: até que ponto sua liderança é algo positivo? Ano passado, quando foi colocado no banco de reservas por Tite, ficou emburrado e não aceitou bem a ideia de ser reserva. Num time que se orgulha de ter um excelente elenco, qual é o valor de um jogador com uma atitude dessas?

    E esse parece ser um dos principais problemas da equipe colorada. Os “líderes” do grupo são jogadores experientes, com importantes títulos na carreira, que acreditam ter lugar na equipe simplesmente por suas conquistas do passado. Não sabendo o que ocorre dentro do vestiário, tudo o que podemos fazer é especular, mas olhando de fora, Magrão e Bolívar parecem ser os melhores exemplos disso. Índio, Guiñazu e Álvaro tem currículos tão respeitáveis quanto os jogadores previamente mencionados, mas não parecem ter o mesmo tipo de atitude deles. Álvaro já foi para o banco diversas vezes e lidou muito bem com isso, e é de se imaginar que Guiñazu faria o mesmo, dada a sua personalidade.

    Outro problema que a equipe colorada tem pode ser confundido com o anterior, mas não é exatamente o mesmo. Jogadores como Kléber e D’Alessandro provavelmente ainda não se estabeleceram como líderes, mas por serem conhecidos nacional e até mesmo internacionalmente, parecem ter escalação garantida na equipe colorada, a despeito de atuações ruins.

    O Inter campeão do mundo de 2006 passou pelos mesmos problemas nos anos subsequentes e precisou fazer mudanças. Os grandes líderes da equipe já não estavam mais atuando no mesmo nível e a equipe teve de ser renovada. Fernandão e Iarley foram negociados, enquanto Clemer foi mantido, mas como terceiro goleiro. Abel Braga foi para os Emirados Árabes.

    Será que o atual grupo do Inter precisa passar pelo mesmo tipo de reformulação?

    Talvez a “sacudida” mencionada por Fernando Carvalho envolva algumas mudanças no grupo colorado. Sou da opinião — e como sei que o Lucas também é, posso dizer que essa é a opinião do InterBlog — de que chegou o momento de o Inter negociar Magrão. Já achava isso no início do ano, e a temporada até aqui só vem reforçando a ideia. Talvez Índio também deva ser negociado (embora eu não o veja como um problema para o ambiente colorado), pois já tem 34 anos e não é o mesmo de anos anteriores. Também gostaria de ver a saída de Bolívar, mas não vejo como isso possa acontecer, pois ele acabou de assinar um contrato de três anos com o clube. Talvez uma saída de Índio o permita atuar como zagueiro, sua verdadeira posição.

    O trabalho de Tite não agrada nem um pouco, mas também temos que aceitar que o mercado não oferece grandes alternativas. Confesso que gosto do trabalho de Dorival Júnior, mas é difícil imaginar o treinador saindo do Vasco. Parreira sempre me pareceu muito mais diplomata do que treinador. Cuca mostrou contra o Inter, pela Copa do Brasil, que sabe organizar um time equilibrado, mas também é inegável que ele passa longe de ser um grande motivador e se abate facilmente.

    Ou seja, entende-se porque a direção colorada reluta em demitir Tite agora. Teve a chance de demiti-lo quando Muricy estava disponível, mas não quis fazê-lo. Agora, talvez seja “menos difícil” encontrar as soluções dentro do próprio vestiário. Mas não vejo como Tite possa recuperar o comando da equipe colorada, a não ser que aconteçam mudanças no grupo de jogadores.

    A situação não permite soluções fáceis, mas a realidade é que algo precisa ser feito. E logo.


    por Carlos Alberto Petry Junior

    Pré jogo, grupo e esquema.

    julho 22nd, 2009

    O jogo de hoje

    Após a derrota no grenal de domingo passado, o Inter volta a jogar pelo Campeonato Brasileiro. Enfrentaremos o São Paulo no Beira-Rio. O São Paulo não vem fazendo uma grande campanha, porém começou a melhorar nos últimos jogos e já parece ter um esquema definido.

    O Inter tem um grupo melhor, joga em casa e por isso é favorito. Com essa sequência de maus resultados, ficou evidente que o nosso time tem muitas carências e compete à nossa direção correr atrás de reforços. Mas também é bem verdade que o grupo atual do Inter pode render muito mais, e isso compete ao treinador e aos jogadores. Espero ver alguma coisa nova no inter hoje, quem sabe até um esquema de jogo! Porque uma linha de quatro, sendo que são três zagueiros e um fantasma na esquerda, mais três volantes e dois atacantes isolados lá na frente não é esquema. Sim, esse time que citei só tem nove na linha, mas é porque o nosso meia faz muito tempo que não vejo jogar. Quando a bola chega nele, bate e vai para o adversário. Mas o mais comum é que a bola passe por cima dele, indo direto da zaga para o ataque.

    De toda a forma, creio eu, o grande adversário do Inter hoje não é o outro time e, sim, o seu próprio. Há muitas partidas que o Inter vem jogando mal. Completamente desorganizado, sem criação, apático, o Inter não tem criado chances de gol. Nilmar tem criado, o time não. Quero muito que o Tite não espere a saída de Nilmar para ver que o time é completamente dependente do atacante. O Inter não tem esquema. É só ligação direta para o Nilmar e deixar que ele resolva sozinho. É um absoluto desperdício ter um jogador do nível do Nilmar jogando num time sem esquema.

    Grupo e esquema

    D’alessandro joga hoje de novo. Aliás, jogar ele não jogou nada esse ano, vamos ver se hoje faz algo de produtivo. Eu não gosto de meia que não ajuda em nada na marcação. Quando ele deixa a desejar demais na criação também, fica insuportável. Tudo bem que D’ale fica sozinho na armação, mas falta esforço para ele. Não vemos o argentino conduzir a bola, correr. É só drible curto na defesa e passe errado. D’alessandro jogou bem no ano passado quando estava lá na ponta direita, próximo aos atacantes. E é lá onde ele pode ser decisivo com dribles curtos e passes, sem precisar arrancar com a bola. É lá que ele deveria jogar. Mas como? Como deixar ele como um terceiro atacante jogando com três volantes (ou até dois mesmo), sem ter laterais? O nosso grupo de jogadores é muito bom sim. Mas não é tudo aquilo que se falava. E isso todo mundo já percebeu. Todos os times sabem que não temos laterais, e assim fica muito fácil marcar o Inter.

    Trouxemos agora o Lima do Criciúma. Grande promessa para a esquerda. Tomara que vá bem. Mas até que ele possa jogar no time titular e desbancar Kleber - que, aliás, nunca vou saber por que é convocado para a seleção - é uma longa trajetória. Na direita temos só apostas, como Arílton e Daniel. Bolívar e Danilo Silva ao zagueiros. E nenhum deles parece ter condição de fazer a lateral atualmente.

    O momento parece bastante propício para o 3-5-2 que, por sinal, deu certo nas vezes que tentamos esse ano. Nenhum dos nossos laterais esquerdos sabe marcar. Marcelo Cordeiro já mostrou que pode ajudar bastante na ala, jogando ofensivamente. Teoricamente isso é o que Kleber sabe fazer também. Na direita poderíamos usar uma dessas apostas ou dar sequência para o Danilo. Bolívar na zaga. O problema do 3-5-2 é que não sobraria vaga para Magrão no time. Por mim tudo bem, mas infelizmente a escalação no Inter é feita, às vezes, por nome e não por futebol. Assim é com Magrão, D’ale, Kleber e cia. Três volantes é demais e todos sabem disso. Mas Sandro é um dos melhores primeiros volantes no futebol brasileiro, senão o melhor, na minha opinião, claro. Ele não pode sair do time. Guiñazu dá alma em todas as partidas, apesar de não vir bem nos últimos jogos também. E Magrão tem nome. E é só por isso que jogamos com três volantes. Eu entendo que o Magrão seja esforçado e melhor do que a média dos volantes no Brasil. Mas não tem mais vaga pra ele no time.

    Se D’alessandro realmente receber a punição, teremos mais uma vaga pra estrangeiros, e Bolaños poderá jogar. Poderia compor o meio de campo no 3-5-2 ou no 4-4-2, ao lado de Andrezinho. Mas é mais provável que ele fique na reserva como opção para o ataque, pois essa é a posição do Inter quanto a ele. O que quero dizer aqui é que podemos fazer muito mais que fazemos com esse mesmo grupo. É claro que precisamos de laterais qualificados, mas poucos times no Brasil tem e mesmo assim conseguem ter um esquema de jogo que funcione. Dá pra jogar bem com os jogadores que o inter tem.


    por Lucas Backes

    Prévia - Atlético-PR x Inter

    julho 11th, 2009

    Após mais um resultado decepcionante, o Inter tenta reencontrar o bom futebol e manter a liderança do Brasileirão diante do Atlético Paranaense.

    Ao longo das últimas semanas, o Inter — até então considerado o melhor time do país pela mídia — teve expostas grandes deficiências em sua equipe, as quais foram devidamente exploradas por adversários preparados e qualificados.

    Os problemas defensivos, mascarados por um sistema de jogo extremamente retranqueiro, vieram à tona diante de equipes com bom aproveitamento ofensivo. As limitações do meio-campo, composto por três volantes e apenas um armador, tornaram-se fator decisivo contra o Inter, já que os adversários perceberam que bastava tirar os espaços de D’Alessandro para transformar o Colorado numa equipe totalmente dependente da ligação direta. A falta de um sistema de jogo com variações de jogadas ofensivas fez com que a dupla de ataque, composta por Nilmar e Taison, dependesse totalmente de seus talentos individuais para criar oportunidades de gol.

    Em suma, o sistema de jogo de Tite fracassou no momento mais importante da temporada até aqui.

    Como Tite deverá continuar no comando pelo menos até o Gre-Nal, nos resta torcer para que ele faça ajustes em seu esquema e recoloque a equipe no caminho das vitórias.

    O adversário de amanhã não é uma grande equipe, o que significa que, mesmo com as deficiências táticas escancaradas recentemente pelos adversários colorados, a qualidade dos nossos jogadores pode ser suficiente para garantir um bom resultado em Curitiba.

    O Inter terá três desfalques para a partida de amanhã: Danny Morais (suspenso), D’Alessandro (em trabalho de recondicionamento físico) e Kléber (liberado para resolver problemas particulares). A escalação da equipe deverá ser a seguinte:

    Lauro; Bolívar, Índio, Sorondo e Marcelo Cordeiro; Glaydson, Magrão, Guiñazu e Andrezinho; Taison e Nilmar

    Copa do Brasil e Recopa já foram perdidas. Ainda resta o Brasileirão, que é, convenhamos, mais importante que essas duas competições. Sendo assim, qualquer vitória é bem-vinda. Por outro lado, se a equipe vencer utilizando o mesmo esquema que vem utilizando desde o início do ano, estará dando força a um sistema de jogo que já provou não ser bom o bastante.

    Como colorados, certamente torceremos pela vitória colorada amanhã, venha ela como vier. Esperamos, entretanto, que não venha em detrimento de evoluções táticas fundamentais para que o clube almeje o título nacional.


    por Carlos Alberto Petry Junior

    Prévia - Náutico x Inter

    julho 5th, 2009

    Após a derrota na final da Copa do Brasil, o Inter volta a campo para seguir em busca de sua principal meta do ano: vencer o campeonato brasileiro. O colorado vai a Recife em busca de mais uma vitória fora de casa. O Náutico, adversário de hoje já é bem conhecido do que Inter que venceu os pernambucanos já em duas ocasiões no ano de 2009 jogando pela Copa do Brasil.

    O Náutico é uma equipe frágil que joga com muito mais vontade do técnica e que tem no ataque seus principais jogadores. Gilmar é o principal deles. De baixa estatura mas com boa técnica e velocidade, tem feito muitos gols e armado boas jogadas. Carlinhos Bala é outro nome importante e de característica semelhante a de Gilmar. Bala é muito veloz e tem bons dribles, além de bater com precisão na bola.

    Mas o maior adversário dos clubes que vão a Recife ainda é o gramado de péssima qualidade. Teoricamente, o campo ruim atrapalharia igualmente aos dois times, porém, é claro, o Náutico já está mais acostumado com seu gramado e já adequou seu jogo às necessidades especiais que o campo requer.

    O jogo de hoje é uma boa oportunidade para o Inter ganhar moral após a perda da Copa do Brasil. Com um time muito superior ao dos pernambucanos, o Inter tem totais condições de conseguir uma boa vitória hoje.


    por Lucas Backes

    Análise Individual - INT 3 x 0 CTB

    junho 29th, 2009

    Lauro - 6,8

    Danilo Silva - 6,5

    Sorondo - 6,8

    Álvaro - 6,3

    Arílton - 5,8

    Maycon - 5,5

    Glaydson - 6,8

    Giuliano - 6,5

    Marcelo Cordeiro - 5,5

    Alecsandro - 7

    Bolaños - 8,8

    Daniel - 6

    Tite - 6,5


    por Lucas Backes

    Pós jogo - Inter 3 x 0 Coritiba

    junho 29th, 2009

    Tite supreendeu a todos com um 3-5-2 na partida contra o Coritiba. Bom, a mim ele surpreendeu. Antes de qualquer outro comentário: deu certo. Vencemos por 3×0.

    O resultado foi excelente. Uma ótima vitória sobre o time do Coritiba - o mesmo que nos complicou na Copa do Brasil - que nos deixa com o mesmo número de pontos do líder do Campeonato Brasileiro até o momento: Celso Roth, Atlético Mineiro.

    Quanto ao jogo, não podemos dizer que foi exatamente um show ou um futebol de alto nível. O primeiro tempo foi muito ruim, com o Inter perdido em campo e o Coritiba atacando muito mais. A bagunça do Inter é, claro, facilmente explicada se observarmos que eram jogadores reservas jogando num esquema que o Inter não utiliza há muito tempo. E com o conjunto indo mal, as individualidades também não apareceram de forma positiva.

    No segundo tempo o Inter voltou um pouco melhor. Giuliano melhorou na armação, Alecsandro, no ataque. Glaydson foi muito bem na marcação - e até em algumas investidas mais na frente -, Danilo Silva começou a sair mais e Bolaños acabou com o jogo. O equatoriano recém chegado aproveitou as três chances que teve para marcar seus três gols e decretar a vitória colorada.

    Além dos gols, o Inter ainda criou algumas chances com boas trocas de passes, normalmente com as participações de Giuliano, Alecsandro e Bolaños.

    Destaque, ainda, para algumas boas defesas de Lauro, que garantiram o zero no lado paranaense do placar. O goleiro colorado cometeu algumas falhas também, como num chute de fora da área de Marcelinho Paraíba, que a bola bateu no travessão. Mas felizmente, nada que tenha comprometido sua atuação.

    Espero que essa vitória afete positivamente a moral de nossos jogadores. Quarta-feira temos o grande duelo contra o Corinthians que pode nos dar o título da Copa do Brasil e, consequentemente, uma vaga na Libertadores. Vai ser muito difícil, principalmente, claro, pelo placar adverso de semana passada, mas temos qualidade para isso. E que Nilmar volte bem fisicamente!


    por Lucas Backes

    Prévia - Inter x Coritiba

    junho 28th, 2009

    Com time reserva, o Inter tenta voltar a vencer após 6 partidas sem sucesso.

    Deve jogar com a seguinte escalação: Lauro; Danilo Silva, Álvaro, Sorondo, Marcelo Cordeiro; Maycon, Glaydson, Giuliano e Bolaños; Talles Cunha e Alecsandro.

    Não há muito a dizer a respeito desse jogo. Uma vitória, mesmo conquistada pelos reservas, elevaria a confiança da equipe. Obviamente, não será tarefa fácil, pois o time estará compleamente descaracterizado e enfrentará um adversário em boa fase. Como o Atlético-MG perdeu sua primeira ontem, o Inter pode empatar com o Galo em número de pontos se conseguir vencer.

    Vamos lá, Inter! Está na hora de começar a recuperação.


    por Carlos Alberto Petry Junior

    Pós jogo - Flamengo 4 x O Inter

    junho 22nd, 2009

    Um jogo pra não esquecer. Apesar de alguns jogadores terem saído de campo dizendo que esse era um jogo para esquecer, eu discordo. Não dá e nem podemos esquecer. O Inter tem de lembrar sempre desse jogo, lembrar que não é imbatível e pode ser goleado. É claro que tínhamos sérioes desfalques e nosso melhores jogadores estavam fora. Mas levar um 4 a 0 justo como esse não pode mais acontecer. O Inter apenas entrou e saiu de campo. Ah, sim, e viu Adriano fazer três gols e Emerson mais um.

    Após o jogo, Marcelo Cordeiro disse: “Por tudo que já fizemos nessa ano, não merecíamos uma derrota como essa (…)”.
    Declaração, essa, que consegue ser quase mais ridícula que sua atuação contra o Flamengo. É inadmissível dizer que um time que não esforça não merece perder! Claro que mereceu perder. E mereceu levar os 4 gols.

    Marcelo Cordeiro conseguiu a façanha de não aparecer nas jogadas de ataque e nem nas de defesa. Acho que ele queria atacar quando estávamos sem a bola e defender quando a tínhamos. Só isso explica. Não que seja ruim o sumiço dele, pois quando ele apareceu na marcação foi quase engraçado de tão ruim.

    Falando em engraçado, Tite só podia estar de brincadeira quando deixou nosso time com dois atacantes de área - e lentos -, um meia e três volantes. Falando sério: ele pretendia mesmo criar alguma coisa assim? Não que eu ache que Talles Cunha teria vencido o jogo para nós ou que Giuliano estivesse bem em campo, mas assim também é brincadeira. Bolaños precisava sair, não tinha condições físicas de jogar até o final, e por isso tinha de sair. Mas que colocasse alguém e movimentação, alguém que soubesse correr. Imagine o Inter, que costuma ter Nilmar e Taison no ataque, jogar com Alecsandro e Leandrão! Pois aconteceu. Mais uma vez, não estou dizendo que Talles Cunha venceria o jogo sozinho, mas ele certamente ofereceria mais alternativas de jogo e poderíamos ter a bola eventualmente. Poderíamos, ao menos, evitar o fiasco.

    Álvaro mais uma vez (e até quando vão permitir?) mostrou-se muito lento. Muito lento. Ele não é do nível do resto do time. Temos Danny Morais que vem jogando muito bem há muito tempo, temos ainda Sorondo. Não entendo o que Álvaro ainda faz no time. Ele se agarra nos jogadores adversários, ele não marca, abraça. E isso não é culpa só dele, são suas limitações. Não é ele quem se coloca no time. Ao menos, eu acho que não.

    Só espero que em vez de esquecerem o jogo, os jogadores e técnico assistam diversas vezes - e com muita atenção - o jogo de ontem.


    por Lucas Backes

    Análise da 6ª rodada

    junho 16th, 2009

    São Paulo 1 x 1 Santo André: Mais uma vez, o time de Muricy Ramalho começa o Brasileirão mal. Contra o Santo André, a equipe escapou de uma derrota, graças a um gol de Borges no final da partida.

    Botafogo 2 x 0 Santos:
    O Botafogo conseguiu sua primeira vitória no campeonato. O Santos, por sua vez, perdeu a primeira. O ataque do Peixe é bom, mas a defesa deixa muito a desejar.

    Sport 0 x 1 Atlético-PR:
    Na segunda partida de Leão no comando da equipe pernambucana, um péssimo resultado em casa. O Atlético não é tão ruim quanto mostrou nas primeiras rodadas, e a troca de técnico parece ter ajudado a equipe.

    Coritiba 5 x 0 Flamengo: Sem dúvida, o resultado mais surpreendente da rodada. É importante destacar, entretanto, que o Coritiba vinha, até pouco tempo atrás, jogando com time misto no Brasileirão. Agora, a equipe começa a mostrar que o rebaixamento não é destino certo. Já o Flamengo parece se preocupar mais em acobertar os deslizes de Adriano do que em jogar futebol.

    Fluminense 0 x 0 Grêmio: Jogo de baixíssimo nível. O Fluminense impressionou negativamente com a sua desorganização em campo. O Grêmio, mesmo mais estruturado, não conseguiu se impor. Douglas Costa, a grande esperança gremista, entrou e em pouco tempo conseguiu ser expulso.

    Goiás 0 x 0 Corinthians: Jogo equilibrado, no qual ambas equipes tiveram oportunidades de vencer. O Goiás é uma equipe que pode surpreender ao longo do campeonato, pois tem alguns jogadores de boa qualidade, como Iarley, Felipe e Vítor.

    Atlético-MG 3 x 0 Náutico:
    O Galo continua sua fantástica campanha neste início de campeonato. Este começo seria surpreendente se o técnico da equipe não fosse Celso Roth. Já o Náutico começa a cair na tabela, como era de se esperar.

    Palmeiras 3 x 1 Cruzeiro:
    Apesar de sair na frente, o time mineiro mostrou sinais de vulnerabilidade e acabou sofrendo a virada, com direito a gol do ex-colorado Marcão. Dos candidatos ao título, o Palmeiras é o que está mais próximo do Inter.

    Barueri 3 x 1 Avaí:
    Em jogo de dois candidatos ao rebaixamento, o time da casa levou a melhor. O atacante Pedrão desponta como um dos candidatos à artilharia da competição, se não for negociado com algum clube do exterior.


    por Carlos Alberto Petry Junior

    Análise Individual - Inter x Vitória

    junho 15th, 2009

    Michel Alves - 7,5 - Fez grandes defesas, com muito reflexo e foi bem nas saídas de gol.

    Bolívar - 6 - Algumas boas aparições no ataque e bem na marcação, com a exceção de algumas falhas de posicionamento.

    Sorondo - 6,8 - Soberano nas bolas aéreas e mostrando muita raça e disposição durante todo o jogo.

    Danny Morais - 6,5 - Muito bem na marcação e muita categoria nas saídas de jogo.

    Marcelo Cordeiro - 5,5 - Não foi muito bem no apoio desta vez, mas mostrou-se melhor defensivamente do que nos últimos jogos.

    Maycon - 5,3 - Atuação bastante discreta, mas mostrou-se, mais uma vez, incapaz de participar de qualquer armação de jogada.

    Glaydson - 6 - Também bastante discreto no jogo, mas mais uma vez foi bem na marcação.

    Rosinei - 5 - Não conseguiu criar nada para os atacantes e ainda desperdiçou algumas chances.

    Giuliano - 6.5 - Teve de armar sozinho até a entrada de Andrezinho no segundo tempo, mas ainda sim, levou perigo ao Vitória com chutes de fora da área e boas tabelas, criando chances para seus companheiros.

    Talles Cunha - 6 - Movimentou-se bastante e foi mais participativo do que vinha sendo nos outros jogos. Enfrentou uma marcação forte e não conseguiu concluir muito em função disso.

    Alecsandro - 6 - Bem marcado, não conseguiu participar muito jogo.Pensou algumas boas jogadas, mas não conseguiu executar como queria.

    Andrezinho - 6.5 - Ajudou Giuliano na armação das jogadas e levou perigo ao Virótia com as bolas paradas.

    Taison - 6.5 - Entrou bem no segundo tempo, mostrando mais uma vez que é um jogador muito importante do time colorado. A partira da entrada dele, o time melhorou e passou a controlar a partida.

    Leandrão - (sem nota)

    Tite - 6 - Insistiu em escalar três jogadores de marcação no meio campo do time reserva, o que tornou a equipe tão previsível quanto a titular, mas com muito menos qualidade. Ainda que insistam em dizer que Rosinei é meia, ele não é. Ele não pode ser.


    por Lucas Backes