InterBlog » Jogos
 

  •   Home
  • Ao vivo
  • Grupo Profissional
  • Partidas
  • Sobre
  •  

    Lucramos!

    fevereiro 24th, 2010

    Entra ano, sai ano, entra técnico, sai técnico, entra em beco, sai em beco, há uma Santa com seu nome, e nós continuamos tendo de reclamar da escalação colorada.

    Giuliano esteve absolutamente sobrecarregado na noite de ontem. (Noite histórica, sim, vencemos na estreia da Libertadores! Não creio, não importo e não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe o sentido dos tabus, mas os sites de notícia falam tanto nisso que começo a pensar que as pessoas se interessam, então: quebramos o tabu!). O jovem articulador colorado não teve espaço para jogar. Tampouco teve apoio, ao menos qualificado, dos alas. Me lembrou logo quando ele começou a jogar por aqui. Sem sequência de jogos e isolado no meio de campo, chegou a ser fortemente criticado pela torcida e pela mídia, que hoje exalta sua qualidade com um tom descarado de “eu já sabia”. Tenho medo que crucifiquem o jogador por suas atuações recentes não mais do que medianas e se esqueçam que, sozinho, não há muito o que ele possa fazer realmente. Não tenho o hábito, mas tenho de fazer coro com a mídia esportiva desta vez: Três zagueiros e um articulador, Fossati? Em casa? Sério?

    Não vou fazer uma resenha do jogo aqui, quase todos assistiram, os que não viram, já devem ter lido e escutado muito sobre como foi o jogo. Resumo: lucramos!

    Foi um jogo de técnica muito baixa, com um time colorado absolutamente desorganizado. Ganhamos da mesma forma que recentemente perdemos para o novo Hamburgo, com um gol achado. Um belo gol achado, aliás, pelo ala direito Nei. Ala esse de atuação pífia até aquele momento. Aliás, onde estava Nei no gol do Emelec? Havia um buraco no setor direito defensivo. E ele não melhorou muito depois, é bem verdade. Mas compensou, por assim dizer, com um belo gol.

    A entrada de Walter deu mais movimentação ao time, numa noite nada inspirada de Edu. Andrezinho foi decisivo mais uma vez, dando ótimo passe para o garoto, que, por sua vez, teve ótima movimentação e frieza na hora de deixar Alecsandro com o gol aberto no finalzinho do jogo. Acontecia ali uma das primeiras jogadas organizadas do Inter na partida. Eram 42 minutos do segundo tempo.

    De toda forma, somamos importantes três pontos na competição. É sempre bom lembrar que na edição 2010 da Libertadores, apenas o 1º colocado do grupo está garantido na primeira fase (dos oito grupos, classificam-se os primeiros colocados e os seis melhores segundo colocados). Um “Viva” a esta bela bagunça chamada Conmebol.


    por Lucas Backes

    ——- Posts antigos (2009) ——

    setembro 23rd, 2009

     

    Hoje o Inter começa a ser campeão brasileiro

    por Douglas Backes

    Após duas derrotas consecutivas – uma delas em casa –, a confiança de alguns colorados em seu time pode ter ficada abalada, mas não há razão prática ou matemática para isso. É compreensível, dado que se trata de emoções, nem sempre atreladas à razão. Mas também é plenamente justificável a esperança de quem segue apostando no quarto título nacional, após três décadas de espera.

    Até o clássico Gre-Nal, o Inter terá um caminho nem tão espinhoso: uma vitória dentro do Beira-Rio frente ao embalado Flamengo é tudo de que precisamos para retomar a senda de vitórias. Será necessário suar e jogar bem mais do que o visto nas duas últimas exibições, mas isso é plausível! Basta lembrar de outros jogos, também recentes, em que o Inter mostrou suas virtudes e atropelou adversários.

    Se paira dúvida quanto à defesa, que vem sofrendo muitos gols, parece estar de volta o 3-5-2, em teste hoje contra o Universidad de Chile. Talvez, assim, Kléber fique novamente solto para ajudar o ataque pela esquerda, enquanto os zagueiros, em número de três, darão conta do recado lá atrás, protegidos ainda por volantes. Chegando pelas laterais, notadamente pela esquerda, é provável que também se consiga tirar proveito do faro de gol dos atacantes, que nas últimas partidas morreram à míngua, praticamente sem receber a bola em condições de marcar. Principalmente agora, que Edu está pronto para 90 minutos.

    Se o Inter fizer valer suas qualidades no jogo de hoje, repetindo boas atuações que já teve no 3-5-2 recentemente, o esquema deve se consolidar como a resposta para os problemas do time nesta reta final de 2009. Virão adversários de menor expressão (do calibre de Atlético-PR, Coritiba – talvez o mais complicado, em confronto no Couto Pereira –, Náutico e um provavelmente rebaixado Fluminense). Será a sequência ideal para assumir a ponta, afinal. Começando hoje – e vencendo o Flamengo no Gigante, o título do Brasileirão estará a caminho.


    por Lucas Backes

    O grupo colorado

    setembro 4th, 2009

    Giuliano, indo para a seleção sub-20, ficará afastado do Inter por, aproximadamente, um mês e meio. O jovem meia vive seu melhor momento no time desde que desembarcou em Porto Alegre. Será uma perda significativa para o nosso time, principalmente porque não sabemos como D’alessandro jogará daqui em diante. Não seria novidade se o gringo, após um grande jogo, desencadeasse uma sequência de atuações ruins. Já fez isso antes. Andrezinho se recupera de lesão e deve voltar em breve, mas apesar do esforço do mesmo, sabemos das limitações do jogador.

    E é aí que Edu pode entrar definitivamente no time titular. O jogador já mostrou que sabe fazer gols, o que é importante para o meia mais avançado. Já mostrou, em poucos lances, é verdade, mas sua condição física talvez não permitisse muito mais, que sabe driblar e gosta de partir pra cima dos adversários com a bola no pé. Para mim, isso é fundamental. É o que acho que faltou ao D’ale na maior parte das partidas que fez aqui até hoje. Não sei se ele cansa rápido ou se simplesmente não sabe como correr, mas falta a ele pegar a bola e andar com ela, não só dar um drible curto e passar. É claro que sua facilidade para driblar e suas ótimas assistências são muito importantes, mas, enfrentando uma marcação forte, é importante ter alguém que consiga conduzir a bola. Coisa que o Giuliano faz hoje e que Edu pode vir a fazer mais adiante.

    Se D’ale realmente evoluiu fisicamente - e, espero, mentalmente - nesse tempo afastado, poderia formar uma boa dupla no meio com Edu. Dessa forma voltaríamos ao 4-4-2. Sou bem a favor do teste com essa formação com esses jogadores. Mas por favor, Tite, se o fizer, deixe Kleber atacar! De nada adianta usarmos dois meias de criação e finalização se não tivermos apoio nas laterais. Creio, entretanto, que após as últimas atuações, Kleber não tornará a ser preso na defesa pelo treinador. E, dessa forma, sou adepto do 4-4-2.

    Mas (peço perdão por dizer o óbvio) já foi provado:  o 3-5-2 também pode funcionar. Só lamento não termos ala pela direita para que possamos exigir atenção da marcação nos dois lados. Danilo Silva é muito rápido, e um ala rápido pode ser bastante útil, de uma forma diferente de um ala técnico, como o Kleber. Mas falta a Danilo recursos para driblar e, principalmente, para cruzar. Talvez com muito treino nesse fundamento, poderá se tornar um ala aceitável. Ou até mesmo bom, quem sabe? Aí eu me perguntou: e Arílton? Com pouquíssimas chances no time, o ala praticamente não conseguiu mostrar nada. Tite afirmou, há algum tempo, que se tratava de um jogador muito ofensivo, e diziam, os que assistiam os treinos, que era um jogador técnico. Não seria o 3-5-2 o esquema adequado para dar mais algumas chances ao garoto? Ou será que ele realmente não está pronto? É preciso lembrar que até pouco tempo muitos achavam que Giuliano também não estava.

    Fato é que nosso grupo é bastante qualificado sim, claro que não tanto quanto a imprensa do centro do país dizia no começo do ano, mas é um bom grupo, quase completo. Carência mesmo só na direita. A zaga não anda tão bem, mas está ainda bem na média do campeonato brasileiro. Agora resta saber como essas peças serão encaixadas daqui pra diante.


    por Lucas Backes

    Pós jogo - Inter x Atlético-MG

    setembro 3rd, 2009

    O primeiro tempo do jogo de ontem foi bastante complicado, é verdade. Enfrentamos uma retranca impressionantemente bem organizada pelo técnico Celso Roth. As melhores chances de gol do primeiro tempo foram do time mineiro, com Rentería e Diego Tardelli. A chance perdida por Tardelli começou com um grave erro de Fabiano Eller, que não se encontrou no primeiro tempo, cometendo vários erros. Já a chance de Rentería surgiu num contra-ataque, aproveitando a lentidão da dupla Bolívar - Sorondo. O Inter não criava boas jogadas, o time todo estava bem marcado. Giuliano só recebia bola de costas para a forte marcação e nada podia fazer. Os avanços de Kleber e Fabiano Eller era bem contidos, e os avanços pela direita, bem, esses simplesmente não aconteciam. Roth armou bem o esquema de marcação sabendo que o Inter jogaria somente pelo meio e pela esquerda.

    Só que o atlético-MG correu demais no primeiro tempo. Não seria possível manter o mesmo ritmo no segundo tempo. Ainda mais com a entrada de D’alessandro. O argentino estava em uma noite inspirada, com muita vontade de jogar, como poucas vezes o vimos por aqui. Entrou no jogo no lugar de Danilo Silva disposto a decidir a partida. E foi o que ele fez. Com bons dribles e passes precisos, El Cabezón liderou o Inter no massacre. Foi um massacre o segundo tempo do jogo de ontem.

    Num ótimo passe de D’ale em profundidade, Kleber lançou uma boa bola na área. E aí surgiu o outro protagonista da noite, Edu. O atacante se adiantou à marcação e fez um belo gol de cabeça. E, depois, mais um. Exímio cabeceador, como já havia anunciado Rafael Sóbis, em entrevista sobre o ex-colega de Bétis, Edu aproveitou as duas chances de cabeça que teve.

    ***

    O esquema 3-5-2 colorado foi ineficiente enquanto durou o primeiro tempo de jogo. Bem marcado e sem saída pela direita, o Inter não jogou. No segundo tempo, com o advento da entrada de D’ale no lugar de Danilo, viu-se o Inter num esquema difícil de definir. Um misto de 3-5-2 com 4-4-2.

    O Inter atacava pela esquerda como num 3-5-2, Kleber fazia a ala, era ofensivo. D’ale apoiava mais pelo meio. Giuliano caía mais pela direita como opção e ficava alerta para dar a primeira marcação no setor em caso de contra-ataque atleticano. Defensivamente, Kleber voltava e fechava a famosa “linha de quatro” com Fabiano Eller, Sorondo e Bolívar, rearmando o time num 4-4-2. Deixando nome de esquema de lado, a tática funcionou. Foi um ótimo trabalho tático tático do técnico Tite. Assim como reclamei do treinador com frequência, hoje exalto seu bom trabalho na partida de ontem.

    E que venha o Avaí.


    por Lucas Backes

    Pré jogo - Inter x Atlético-MG

    setembro 2nd, 2009

    Hoje às 21h o Inter recebe o ex-líder Atlético-MG no Beira-Rio. Estima-se (e espera-se) que nem mesmo a provável chuva afugente os torcedores colorados. O jogo vale o título simbólico do primeiro turno do Brasileirão e, de quebra, pode deixar o Inter a um ponto do líder Palmeiras.

    O jogo de logo mais servirá como um bom teste para a equipe do Inter que vem embalada após aplicar 4 a 0 no bom time do Goiás. O colorado vai a campo com o esquema 3-5-2, mais uma vez. A escalação deve ser bem parecida com a do jogo anterior. Possivelmente veremos o Inter com:
    Lauro; Bolívar, Sorondo e Fabiano Eller; Danilo Silva, Magrão, Guiñazu, Giuliano e Kleber; Edu e Marquinhos.
    Ainda foram relacionados para o jogo Michel Alves, Índio, Marcelo Cordeiro, Maycon, Andrezinho, D’Alessandro, Leo, Leandro Damião e Marinho. Alecsandro segue de fora se recuperando de leve lesão.

    Marinho retorna ao grupo profissional após conquistar o Torneio “Città di Torino”, na Itália, junto do grupo de juniores colorados. Leandro Damião figura mais uma vez entre os relacionados. “Leandrão”, como também é chamado, tem 20 anos, 1.87m e 80Kg. Foi contratado pelo Inter em Maio deste ano junto ao Atlético Ibirama após marcar 8 gols pelo clube no Campeonato catarinense. Leandro afirma ser jogador de área, no estilo Alecsandro.

    Sandro está com o grupo da Seleção Brasileira e desfalca o Inter novamente. Sandro é um dos melhores jogadores do time (se não o melhor) e fará falta. No seu lugar, entra Magrão. Resta-nos esperar para ver se o tempo fora fez bem para o substituto. Esperamos que sim.

    O Inter entra em campo como favorito por ter melhor time, viver melhor momento e jogar em casa. Dificilmente, claro, repetiremos o nível da última atuação, mas temos condições de construir uma grande vitória hoje.


    por Lucas Backes

    Por incompetência tática, voto no 3-5-2.

    setembro 1st, 2009

    Após alguns persistentes problemas técnicos, o InterBlog está de volta! Pedimos desculpas a todos os nossos fiéis leitores. Bom, vamos lá.

    Muita coisa aconteceu no Inter nesses últimos dias, inclusive a ótima atuação no 4 a 0 aplicado sobre o Goiás e a utilização do 3-5-2. Darei destaque a isso. E, claro, preciso mencionar a estupidez de Fernandão no lance por ele protagonizado. Se fosse com Taison diriam que era falta de experiência. Mas, enfim, fico feliz que ele tenha feito aquilo. Realmente penso que o nosso colorado golearia o Goiás mesmo com Fernandão em campo, pois já dominávamos o jogo antes da expulsão, mas fiquei feliz com aquele lance para mostrar a todos que Fernandão não é um deus. É apenas um ídolo do passado recente do Inter, um jogador em final de carreira que já não mais corre como corria e, como muitos outros, também perde a cabeça e comete erros inexplicáveis.

    ***

    Utilizando o 3-5-2, o Inter venceu bem mais uma vez. É claro que isso não significa que é um esquema melhor que o 4-4-2, ou até mesmo que o Inter necessariamente funcionaria melhor nele. Acontece que na utilização dos três zagueiros, finalmente Tite teve coragem de deixar Kleber jogar com liberdade e, ainda, Fabiano Eller podia apoiar pela esquerda, pois ainda teríamos dois zagueiros na sobra. Esses dois jogadores sabem apoiar e essa arma precisa ser utilizada. Tudo isso poderia acontecer num 4-4-2 também, claro, mas para isso precisaríamos da cobertura eficiente dos volantes em um sistema organizado e disciplinado que permitisse a subida dos laterais. Mas já vimos que com Tite isso infelizmente não vai acontecer.

    Ainda nos falta um ala pela direita, ou ensinar Danilo Siva a cruzar, mas, de qualquer forma, nossas laterais/alas funcionam melhor no novo esquema do que no antigo. Como já disse antes, não acho que o esquema seja melhor, apenas pude observar que o técnico Tite não consegue organizar um 4-4-2 onde os laterais sejam úteis. Então, por incompetência tática do nosso treinador, eu voto no 3-5-2.


    por Lucas Backes

    Será que o Tite aprendeu?

    agosto 11th, 2009

    Não foi uma atuação brilhante do Inter aquela de ontem. Mas foi um bom jogo, e pudemos - ao menos nós otimistas - perceber algumas evoluções individuais e coletivas no time do Inter.

    Apesar de apontarem em grande parte da mídia esportiva - e talvez até seja o plano mesmo - que o Inter continua jogando com um losango no meio de campo, não foi isso que vi ontem. Está certo que Giuliano está substituindo Magrão, mas, na minha opinião, ele está mais adiantado. Eu vejo o Inter jogando com dois volantes quase alinhados (Sandro e Guiñazu) e dois meias, Giuliano abrindo pela direita e Andrezinho mais centralizado. Kleber se encarrega, agora, de ocupar o lado esquerdo ofensivo. Abaixo coloco um resumo de como eu vi o Inter jogando ontem.

    Bolívar - Atuando como um lateral/zagueiro, bem defensivo. Investindo pouco no ataque, ou seja, fazendo o que ele sabe fazer: defender. Nas poucas vezes que investia no ataque tabelando com Giuliano, quem fazia a cobertura era Sandro.

    Índio - Além da função de zagueiro, apareceu várias vezes no ataque, como opção na área nos cruzamentos. Suas subidas eram cobertas por Sandro e Guiñazu.

    Danny Morais - Cumpriu bem sua função zagueiro, sendo bem responsável taticamente. É verdade também que o Sport não exigiu muito da nossa zaga.

    Kleber - Muito mais participativo e esforçado do que o de costume, finalmente fez uma atuação que gostei. Não foi nada incrível, mas foi boa, muito melhor do que vinha sendo. Chegou bastante ao ataque, por várias vezes formando um trio de meias com Andrezinho e Giuliano. Poderia ter explorado mais a ala, mas tinha tanto espaço ontem que deu pra jogar pelo meio. Vale destacar que Kleber ainda conseguia voltar para marcar nos ataques do Sport, até porque o time todo do Inter marcava e atrasava as investidas do time pernambucano, fazendo com que nosso time tivesse tempo de se recompor.

    Sandro - Já há algum tempo, ele é um dos poucos titulares inconstestáveis do time do Inter na minha opinião. E ele continua mostrando a razão. É um volante com muita qualidade na saída de jogo e uma capacidade incrível de marcar cometendo poucas faltas. Participou da armação de algumas jogadas, mas sempre muito responsável taticamente. Sua atuação, mais uma vez acima da média, foi coroada com um belo gol.

    Guiñazu - Mais disciplinado taticamente do que de costume, o argentino apareceu menos para o jogo, mas permitiu que nosso lateral esquerdo apoaisse bastante, fazendo bem a cobertura. Com a garra de sempre, o capitão colorado fez mais uma boa atuação com a camisa colorada.

    Giuliano - Foi um dos destaques do time. Acho que ainda abaixo do que pode apresentar, mas mostrou que com sequência de jogos, pode adquirir o ritmo e a confiança para fazer muito mais pelo Inter. Movimentou-se bastante e foi muito importante nas principais jogadas do time. Ocupou muito bem o lado direito do campo, suprindo a conhecida carência do Inter no setor direito ofensivo.

    Andrezinho - Foi bem mais uma vez. Andrezinho vem mostrando que tem qualidade para ser titular no time do Inter. Com boa visão de jogo e muita qualidade no passe, tem sido - e foi mais uma vez ontem - de fundamental importância na criação e finalização de jogadas.

    Taison - Apareceu mais para o jogo do que estava fazendo nos últimos jogos, participou de algumas jogadas e deu alguns bons passes. É verdade que não foi uma atuação boa ainda, mas mostrou uma pequena evolução. Evolução essa que se dá, em parte, pelas investidas de Kleber no ataque e a boa aproximação de Andrezinho e Giuliano, populando o ataque, dando mais trabalho para a defesa adversária e, consequentemente, liberando um pouco mais o jovem atacante. Por afobação, desconcentração, ou simples azar, perdeu algumas boas chances de gol.

    Alecsandro - Mostrou ótima forma física, auxiliando na marcação e complicando a saída de jogo do Sport até os últimos instantes do jogo. Com bom posicionamento e uma qualidade que favorece a troca de passes, ajudou o Inter a criar chances e quase fez o seu gol.

    Quanto aos reservas que entraram, pode-se destacar que Danilo Silva mostrou muita velocidade em algumas arrancadas e teve boa atuação no pouco tempo que esteve em campo. D’alessandro também entrou no final do segundo tempo, quando o Sport estava completamente aberto, então fica difícil avaliar sua atuação. Fez um gol numa falha do goleiro Magrão.

    Mais uma vez digo que não foi uma atuação brilhante, mas o posicionamento já pareceu bem melhor, Tite parece finalmente ter entendido que o Kleber precisa atacar e o Bolívar não pode. Num plantel sem laterais direitos, foi uma boa alternativa deixar o esquerdo atacar com a cobertura dos volantes e deixar o direito na defesa enquanto um dos meias ocupava o lado direito ofensivo.

    Só espero que não tenha sido uma atuação melhor apenas em função do fraco time adversário, mas que o Inter tenha, realmente, encontrado uma forma de jogar, um esquema de jogo. E é aí fica a pergunta: Será que o Tite finalmente aprendeu a armar e escalar o time do Inter?


    por Lucas Backes

    Inter conquista a Suruga

    agosto 5th, 2009

    Na manhã desta quarta-feira, o Inter conquistou o título da Copa Suruga, ao vencer o Oita Trinita, do Japão, pelo placar de 2×1.

    Difícil fazer qualquer comentário a respeito do jogo em si, que só foi exibido na TVCOM. Utilizando a transmissão do rádio como base, parece que o Inter mostrou os mesmos problemas que vinha mostrando, mas dessa vez encontrou um adversário fraco o suficiente para conseguir se manter à frente.

    Uma notícia possivelmente boa é a de que Kléber apareceu no fundo constantemente e fez vários cruzamentos para a área. Além disso, ele e Alecsandro parecem estar começando a encontrar um certo entrosamento, o que pode ser importante para o Inter no restante da temporada. A principal qualidade de Kléber é, supostamente, seu cruzamento na área. Talvez a ausência de um atacante de área no passado tenha impedido uma maior produtividade por parte do lateral. Vamos torcer para que isso comece a mudar.


    por Carlos Alberto Petry Junior

    Pré jogo - Inter x Barueri

    julho 29th, 2009

    Atravessando um momento muito ruim, o Inter entra em campo, hoje, no Beira-Rio, para enfrentar a grande surpresa do Campeonato Brasileiro, o Barueri, do artilheiro Val Baiano. A partida de hoje à noite às 21h50min será a primeira após as fortes conversas de vestiário da direção colorada com os jogadores.

    D’alessandro, que treina em separado para buscar a melhor condição física, Álvaro, suspenso, Magrão e Lauro, lesionados, são os desfalques do Inter. Não que eles realmente possam ser considerados desfalques nas suas atuais fases, com exceção de Lauro, claro. Com D’ale e Magrão fora, Giuliano deve ter finalmente a chance de começar como titular ao lado de Andrezinho.

    O Inter deve ir a campo com Michel Alves, Bolívar, Índio, Sorondo e Kleber; Sandro, Guiñazu, Giuliano e Andrezinho; Taison e Alecsandro. Com dois meias em campo, cresce a expectativa de que Taison volte a jogar bem, tendo mais aproximação do meio de campo colorado. O garoto já mostrou a qualidade que tem, mas, como quase todo o time, vem numa fase muito ruim.

    Difícil esperar que o Inter dê show hoje em campo, até porque continuamos sem laterais, mas creio que possamos conseguir um bom resultado, adotando um esquema menos defensivo. Como o Inter vai se portar em campo é que é a grande dúvida. Gostaria de ver Giuliano com bastante liberdade para atacar, inclusive utilizando o flanco direito, onde criamos praticamente nada até hoje. No flanco esquerdo queria ver Kleber tendo liberdade para subir, sendo auxiliado por Andrezinho, Giuliano e Guiñazu. Esse último um pouco mais atrás fazendo a cobertura em caso de perda de bola.

    Taison é outro jogador que pode auxiliar na criação de jogadas, tabelando com nossos dois meias e partindo para cima dos zagueiros. Apesar do momento desfavorável, acredito bastante no futebol do nosso segundo atacante. Acho que o que falta para ele é mais confiança e iniciativa. Nas últimas partidas ele não tem mais partido para cima dos zagueiros, parecendo muito acomodado. A confiança dele pode ser resgatada se a torcida colaborar, apoiando o time durante a partida, aplaudindo os acertos e deixando os erros de lado, ao menos, até o final do jogo. Quanto à iniciativa, cabe à comissão técnica e aos colegas, incentivarem o jovem jogador. Acredito que ele retome seu bom futebol, auxiliado por um inter mais ofensivo, tocando a bola, coisa que é quase impossível com 3 volantes e quatro zagueiros.

    Vale lembrar que uma vitória hoje nos mantém no G4 e ainda próximos da ponta.


    por Lucas Backes

    A “sacudida” de Fernando Carvalho

    julho 26th, 2009

    Na noite de ontem, o Inter teve mais um resultado negativo: perdeu para o Botafogo, no Rio, pelo placar de 3×2. Os mesmos problemas vistos nos últimos dois meses foram vistos mais uma vez durante a partida.

    Após o jogo, Fernando Carvalho, vice-presidente de futebol colorado, afirmou que uma “sacudida interna” se faz necessária.

    Acredito que ninguém discordaria de sua afirmação. A questão é: o que pode e deve ser feito para a equipe sair da atual crise?

    Comecemos falando a respeito do treinador colorado. Tite parece estar perdido. O Inter vem acumulando maus resultados, e o técnico continua insistindo no mesmo esquema de jogo, que já provou não funcionar mais. Como já dissemos aqui diversas vezes, sua solução com quatro jogadores em linha e três volantes na defesa funcionou por um tempo, mas seu prazo de validade já expirou há algumas semanas. O único armador e os atacantes ficam completamente isolados e precisam criar jogadas puramente na base da individualidade. Os adversários já entenderam isso e o Inter se tornou o clube mais previsível do Brasileirão. Os oponentes colorados conseguem ter o domínio da posse de bola e pressionam o Inter até conseguirem encontrar um espaço na defesa (algo que não é muito difícil, quando temos Kléber em um dos lados do campo apenas fingindo que marca alguém). É verdade que os zagueiros estão em má fase, mas também é verdade que zaga nenhuma aguenta a pressão constante que o Inter vem sofrendo jogo após jogo.

    Desta forma, torna-se muito difícil avaliar individualmente os jogadores do Inter. Mesmo assim, não podemos inocentar todos os atletas da equipe. Alguns merecem, sim, as críticas que vêm recebendo. Um exemplo é Magrão. A opinião da equipe do InterBlog sempre foi de que Magrão não deveria ser titular do time. Por outro lado, sempre entendemos que ele possui qualidades importantes, principalmente em jogos decisivos. Uma dessas qualidades seria a sua liderança. A questão é: até que ponto sua liderança é algo positivo? Ano passado, quando foi colocado no banco de reservas por Tite, ficou emburrado e não aceitou bem a ideia de ser reserva. Num time que se orgulha de ter um excelente elenco, qual é o valor de um jogador com uma atitude dessas?

    E esse parece ser um dos principais problemas da equipe colorada. Os “líderes” do grupo são jogadores experientes, com importantes títulos na carreira, que acreditam ter lugar na equipe simplesmente por suas conquistas do passado. Não sabendo o que ocorre dentro do vestiário, tudo o que podemos fazer é especular, mas olhando de fora, Magrão e Bolívar parecem ser os melhores exemplos disso. Índio, Guiñazu e Álvaro tem currículos tão respeitáveis quanto os jogadores previamente mencionados, mas não parecem ter o mesmo tipo de atitude deles. Álvaro já foi para o banco diversas vezes e lidou muito bem com isso, e é de se imaginar que Guiñazu faria o mesmo, dada a sua personalidade.

    Outro problema que a equipe colorada tem pode ser confundido com o anterior, mas não é exatamente o mesmo. Jogadores como Kléber e D’Alessandro provavelmente ainda não se estabeleceram como líderes, mas por serem conhecidos nacional e até mesmo internacionalmente, parecem ter escalação garantida na equipe colorada, a despeito de atuações ruins.

    O Inter campeão do mundo de 2006 passou pelos mesmos problemas nos anos subsequentes e precisou fazer mudanças. Os grandes líderes da equipe já não estavam mais atuando no mesmo nível e a equipe teve de ser renovada. Fernandão e Iarley foram negociados, enquanto Clemer foi mantido, mas como terceiro goleiro. Abel Braga foi para os Emirados Árabes.

    Será que o atual grupo do Inter precisa passar pelo mesmo tipo de reformulação?

    Talvez a “sacudida” mencionada por Fernando Carvalho envolva algumas mudanças no grupo colorado. Sou da opinião — e como sei que o Lucas também é, posso dizer que essa é a opinião do InterBlog — de que chegou o momento de o Inter negociar Magrão. Já achava isso no início do ano, e a temporada até aqui só vem reforçando a ideia. Talvez Índio também deva ser negociado (embora eu não o veja como um problema para o ambiente colorado), pois já tem 34 anos e não é o mesmo de anos anteriores. Também gostaria de ver a saída de Bolívar, mas não vejo como isso possa acontecer, pois ele acabou de assinar um contrato de três anos com o clube. Talvez uma saída de Índio o permita atuar como zagueiro, sua verdadeira posição.

    O trabalho de Tite não agrada nem um pouco, mas também temos que aceitar que o mercado não oferece grandes alternativas. Confesso que gosto do trabalho de Dorival Júnior, mas é difícil imaginar o treinador saindo do Vasco. Parreira sempre me pareceu muito mais diplomata do que treinador. Cuca mostrou contra o Inter, pela Copa do Brasil, que sabe organizar um time equilibrado, mas também é inegável que ele passa longe de ser um grande motivador e se abate facilmente.

    Ou seja, entende-se porque a direção colorada reluta em demitir Tite agora. Teve a chance de demiti-lo quando Muricy estava disponível, mas não quis fazê-lo. Agora, talvez seja “menos difícil” encontrar as soluções dentro do próprio vestiário. Mas não vejo como Tite possa recuperar o comando da equipe colorada, a não ser que aconteçam mudanças no grupo de jogadores.

    A situação não permite soluções fáceis, mas a realidade é que algo precisa ser feito. E logo.


    por Carlos Alberto Petry Junior