InterBlog » CB - Corinthians x Inter
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    Avaliação Individual - COR x INT

    junho 18th, 2009

    Lauro - 7 - Após um início nervoso, fez defesas importantes.

    Danilo Silva - 6 - Sua velocidade é uma vantagem em relação a Bolívar. Já fez atuações melhores, mas seria injusto colocar a culpa do primeiro gol nele.

    Índio - 6 - Não teve culpa de ficar no mano-a-mano com Ronaldo numa cobrança de falta com a bola rolando.

    Álvaro - 5,8 - Foi simples e eficiente na maior parte do tempo.

    M. Cordeiro - 6 - Ótimo primeiro tempo, péssimo segundo.

    Sandro - 6 - Não foi tão bem quanto de costume, mas ainda assim deveria ter ficado em campo até o fim.

    Magrão - 5 - Péssimo. Seus passes errados são a única constante do seu futebol.

    Guiñazu - 6,8 - Guerreiro como sempre.

    Andrezinho - 6,5 - Um dos jogadores mais importantes da equipe, tendo criado boa parte das oportunidades de gol que Taison perdeu.

    Taison - 7 - Apesar do incrível gol perdido, fez grandes jogadas e mostrou que continua melhorando como jogador.

    Alecsandro - 5,5 - Teve bons e maus momentos no primeiro tempo. No segundo, não foi bem e acabou substituído, aparentemente por motivo de lesão.

    Glaydson e Giuliano - sem nota

    Leandrão - 3 - Um desastre. Cometeu duas faltas completamente inconsequentes e colocou o Inter numa situação péssima na partida - precisando atacar e jogando com um a menos. Uma pena, pois, enquanto esteve em campo, fez alguns bons passes e cavou uma falta perto da área.

    Tite - 5 - Conseguiu adiantar um pouco mais a equipe, que, pela primeira vez em um bom tempo, conseguiu ter posse de bola jogando fora de casa. No segundo tempo, entrou em pânico e fez péssimas substituições. Tirou Sandro, jogador fundamental para o sistema defensivo colorado, e deixou Magrão, em que vinha em péssima jornada, o que deixou a equipe completamente perdida em campo. Depois, quando viu o erro, colocou Glaydson no lugar de Andrezinho, sacando o principal criador de jogadas do time.


    por Lucas Backes

    Pós jogo - Corinthians 2 x 0 Inter

    junho 18th, 2009

    Por incrível que pareça, e por mais que o resultado me contradiga, foi uma das melhores partidas que vi o Inter fazer em 2009. Atacando muito bem, usando os flancos e a habilidade de Taison, o Inter conseguiu criar muitas chances de gol. O time foi muito bem do meio pra frente, só não pode, claro, ser considerada uma ótima atuação ofensiva porque não fizemos os gols nas chances que criamos.

    Durante os 90 minutos, tivemos uma partida equilibrada e muito boa de se assistir (principalmente se não estivesse torcendo pra ninguém).

    Quanto aos gols:

    Jorge Henrique - um gol que foi baseado em três erros defensivos sucessivos do Inter: após roubar a bola de Sandro, Douglas recebe marcação de três jogadores, vê Jorge Henrique bem posicionado na intermediária ofensiva do Corinthians e passa a bola.
    - Primeiro erro da defesa: o único jogador colorado que prestava atenção em Jorge Henrique era o lateral direito Danilo Silva, que teve ajudar na marcação fora de sua posição. Com isso, Marcelo Oliveira ficou livre na esquerda do ataque paulista.
    - Segundo erro da defesa: ninguém deu cobertura à saída necessária de Danilo Silva. O único jogador que tinha condições de dar a cobertura nesse momento era Magrão, que não o fez. Inclusive, voltou muito devagar.
    - Terceiro erro da defesa: devagar, também, voltou Sandro que havia perdido a bola. Quando Marcelo Oliveira avançou até a ponta, Danilo teve de ir fazer a marcação. Enquanto isso, Magrão, Guiñazu e Índio correram para a área para tentar parar Marcelo caso esse avançasse. Os três esqueceram completamente que Jorge Henrique vinha entrando na área. Com isso acontecendo, Sandro era o único jogar que tinha visão da entrada de Jorge Henrique, mas foi se aproximando lentamente.
    Uma vez livre, Jorge Henrique só teve o trabalho de empurrar a bola pra dentro.

    Ronaldo - mais uma vez, um gol criado com erros graves.
    - Primeiro erro: O árbitro, numa incompetência incrível, permitiu que uma falta fosse cobrada com bola rolando.
    - Segundo erro: Nenhum jogador colorado se posicionou na frente da bola para impedir a cobrança rápida. Erro infantil.
    Ronaldo recebeu a bola e, de frente para a marcação, fez o que ele sabe como poucos: mandou a bola para o fundo da rede.

    ***

    Descartando-se os dois lances do gol (se é que podemos fazer isso), o Inter jogou muito bem. A marcação realmente foi adiantada e o time conseguiu agredir o Corinthians. Andrezinho fez bem o papel de armador e, como sempre, levou muito perigo nas bolas paradas. Taison demostrou, mais uma vez, uma incrível habilidade com a bola nos pés. Aliando velocidade com dribles e objetividade, criou muitas chances mesmo jogando praticamente sozinho, pois Alecsandro foi marcado - e bem - pela inércia. Infelizmente o estilo de jogo do Inter não favorece o futebol desse atacante que substitui Nilmar.

    Uma pena que Magrão não tenha conseguido colocar a bola dentro com um daqueles cabeceios - o que poderia salvar sua atuação - e que Taison tenha perdido aquela incrível chance de gol no segundo tempo. Chance de que, inclusive, foi parcialmente criada por ele. Não podemos crucificar um jogador tão bom só porque perdeu uma chance.

    O jogo de ontem foi marcado por, além dos dois times abertos atacando, uma arbitragem ruim. Muito ruim. Pênalti não marcado em Alecsandro (sim, Globo, carrinho nas pernas é pênalti), faltas claras não marcadas para os dois lados, cartões mal aplicados (e não aplicados também) são algumas das coisas que Héber Roberto Lopes conseguiu fazer na primeira partida da Final da Copa do Brasil. Uma pena que um espetáculo tão bonito, um jogo bonito de times grandes e fortes, tenha sido tão gravemente atrapalhado por uma arbitragem incompetente.

    Mas não coloquemos a arbitragem como a única responsável pela derrota de ontem. O Corinthians foi eficiente. O Inter não. Um jogo muito disputado onde muitos dizem que “o placar não reflete as atuações”. É bem verdade. Mas futebol se ganha com eficiência. E isso o Inter não teve ontem.

    Ainda não está perdido esse título tão esperado pelos colorados - muito mais pela rivalidade com o Corinthians e pela vaga na Libertadores do ano que vem do que pelo próprio título -  mas, ainda assim, muito esperado.

    Com Nilmar de volta no próximo jogo, teremos uma dupla de ataque muito rápida e habilidosa. Temos time pra pressionar e fazer 2, 3 ou até 4 gols. Enfrentaremos dois grandes desafios: o ótimo trabalho do técnico Mano Menezes e o aspecto psicológio dos jogadores do Inter. Levar um gol pode ser uma bomba psicológica para o time colorado. E isso tem que ser muito bem administrado pela comissão técnica. Um gol sofrido no Beira-Rio seria muito ruim. Mas ainda não seria o fim. O Inter criou chances de gol suficientes no pacaembu para ter feito quatro gols. E podem ser feitos aqui. Não vai ser fácil, mas pode ser feito. Cabe a nós torcedores, agora, mantermos noosso time motivado e embalar o Inter pra uma grande vitória no dia 1º de Julho.


    por Lucas Backes

    E POR QUE NÃO?

    junho 17th, 2009

    por Douglas Backes
    para Interblog

    Não me surpreenderei se Tite contrariar a lógica - que seria manter o time de sempre (pelo entrosamento e pela tranquilidade de fazer o que está mais treinado). Acredito que, em nome de proteger melhor o lado esquerdo da defesa, por onde cai Dentinho, Tite pode, sim, inovar. É uma situação de exceção e, desde que os jogadores saibam entre eles já de antemão, é possível jogar de maneira um pouco diferente. Basta lembrar de quando o Inter conseguiu a façanha de perder um Gauchão para o rival, graças a uma mexida dessas pelo Mano Menezes (lembram? Ele “inventou” o Alessandro, hoje lateral direito do próprio Corinthians, como um quinto jogador de meio de campo e abafou o jogo do Inter).

    De repente, uma surpresa como esta pode também neutralizar uma possível estratégia do time paulista, qual seja atacar às costas de Marcelo Cordeiro (que me parece um tanto nervoso em momentos decisivos). De repente, o Inter hoje à noite entra com um terceiro zagueiro no lugar desse jogador… por que não? A lógica recomenda manter o que vem dando certo, mas talvez neste jogo o Inter precise de algo melhor. Não há cogitação na imprensa nesse sentido, nem mistério pelo lado do Inter… e isso é muito estranho para uma final como essa! Seja como for, minha dúvida será desfeita instantes antes do jogo, quando saírem as escalações de ambos os times. E nos restará torcer para que a decisão de Tite (manter o time ou surpreender o Pacaembu) surta os melhores efeitos.


    por Lucas Backes

    Prévia - Corinthians x Inter

    junho 17th, 2009

    Chegou a hora. Hoje começa a final da Copa do Brasil, que será disputada por Inter e Corinthians.

    Desde o início da competição, as duas equipes eram apontadas como as favoritas para chegar à final, e confirmaram o favoritismo ao longo da competição. Mas não foi fácil.

    O Inter já começou a competição com derrota, sendo surpreendido fora de casa pelo desconhecido União, do Mato Grosso, por 1×0. No jogo de volta, só conseguiu marcar gols no segundo tempo. No fim das contas, a classificação veio com uma vitória por 2×0.

    Na segunda fase, o Inter teve maior facilidade. Contra o Guarani, venceu o primeiro jogo em Campinas por 2×1, já encaminhando a classificação. No segundo jogo, conseguiu uma convincente goleada por 5×0.

    A terceira fase também não trouxe maiores dificuldades para a equipe colorada. Contra o Náutico, mais duas vitórias de qualidade: 3×0 nos Aflitos e 2×0 no Beira-Rio.

    Nas quartas-de-final, as coisas voltaram a se complicar. Jogando o primeiro jogo contra o Flamengo fora de casa, o Inter foi pressionado e conseguiu segurar o 0×0 com muita dificuldade. O jogo de volta não foi muito mais fácil. Com o jogo empatado em 1×1, o Colorado esteve à beira da eliminação. Mas, aos 44 minutos do segundo tempo, Andrezinho fez grande cobrança de falta e garantiu a classificação colorada.

    Nas semifinais, o adversário foi o Coritiba. No primeiro jogo, dessa vez no Beira-Rio, o Coritiba fez um gol logo no início, assustando a torcida colorada. Mas o Inter conseguiu o empate ainda no primeiro tempo, com um gol de Taison. No segundo tempo, a dupla Taison e Alecsandro (este que entrou no lugar de Nilmar, machucado) conseguiu acertar duas jogadas de grande qualidade, garantindo o bom placar de 3×1. No segundo jogo, em Curitiba, o Inter foi pressionado praticamente o jogo inteiro. Perdeu por 1×0 e mais uma vez esteve perto da eliminação.

    O Corinthians, por sua vez, também teve momentos de dificuldade na competição. Passou pelo Itumbiara com tranquilidade, vencendo o primeiro jogo fora de casa por 2×0 e dispensando o jogo de volta. Na segunda fase, fez o mesmo diante do Misto, mais uma vez vencendo fora por 2×0.

    Na terceira fase, veio o primeiro susto. Na primeira partida diante do Atlético-PR, em Curitiba, a equipe saiu perdendo por 3×0. No segundo tempo, conseguiu dois gols, que acabaram sendo fundamentais para a classificação corintiana. No jogo de volta, vitória por 2×0.

    Nas quartas-de-final, em duelo contra o Fluminense, classificação um pouco mais tranquila. Vitória em casa por 1×0 e empate fora em 2×2.

    Nas semifinais, duas partidas difíceis contra o Vasco. No Maracanã, empate em 1×1. No Pacaembu, um duro 0×0, com o Vasco apresentando melhor futebol.

    Muitos interpretam as dificuldades enfrentadas por Inter e Corinthians como um sinal de fragilidade das duas equipes. É uma interpretação válida. Mas o fato das duas equipes terem enfrentado tais dificuldades e as superado também pode ser visto como um sinal de força. Numa competição de mata-mata como essa, não adianta ter apenas qualidade. Se uma equipe não souber lidar com adversidade, não conseguirá ter sucesso. A Copa do Brasil é pródiga em exemplos de equipes com menos talento superando times mais fortes. Vale lembrar que, apenas nesta década, Santo André e Paulista já conquistaram a competição. Em 2004, O Santo André conquistou o título em pleno Maracanã diante do Flamengo. Também vale lembrar que, naquele mesmo ano, o XV de Novembro de Campo Bom, então treinado por Mano Menezes, chegou às semifinais da competição.

    Portanto, qualidade técnica não basta numa competição como essa. E é preciso que o Inter entre em campo hoje com isso em mente. O ambiente será muito hostil. Se a torcida colorada detesta o Corinthians, é de se imaginar que a torcida corintiana não seja exatamente fã do time do Inter. Os “Loucos”, como se auto-intitulam os torcedores do Timão, estarão ainda mais insanos hoje.

    Mas, no fim das contas, o jogo se decide dentro de campo. E é dentro de campo que o Inter deve ter suas maiores preocupações. Vejamos as duas principais:

    Ronaldo

    Com uma carreira que dispensa comentários, o Fenômeno já mostrou este ano que ainda tem qualidade para ser um fator decisivo a favor do Corinthians. Apesar de não fazer gols há algum tempo, exigirá muita atenção da defesa colorada. Situações de mano-a-mano precisam ser evitadas. Portanto, Índio e Álvaro precisam ficar muito atentos e não dar o menor espaço para o jogador corintiano. Também cabe ao meio-campo colorado a tarefa de dificultar que a bola chegue nele.

    Dentinho

    Apesar de ser menos badalado e certamente menos talentoso que Ronaldo, Dentinho pode ser um jogador tão importante quanto ele nesta final. Como joga aberto pela direita, deverá ser marcado por Marcelo Cordeiro, que tem mostrado recentemente não ter grandes qualidades defensivas. Mais uma vez, o Inter precisa evitar ao máximo situações de mano-a-mano. Acredito que Sandro e talvez Guiñazu tenham a tarefa de ajudar na marcação por aquele setor.

    Por outro lado, o Corinthians também terá motivos para se preocupar. Destaque para:

    Taison

    Em meio a uma temporada brilhante, Taison terá a responsabilidade de puxar os contra-ataques colorados. Sem a companhia do outro velocista da equipe, Nilmar, fará dupla com Alecsandro, jogador de área. Ainda assim, com sua velocidade e habilidade, e com sua capacidade de cair pelos dois lados do campo, Taison deverá criar grandes dificuldades para a defesa corintiana.

    Andrezinho

    Substituindo D’Alessandro, Andrezinho terá a responsabilidade de ser o maestro colorado. Embora não tenha a mesma qualidade do argentino, Andrezinho tem algumas características que poderão beneficiar o Inter. A primeira é o seu maior poder de marcação, que tornará o time mais compacto no meio-campo. Com a bola nos pés, Andrezinho tem ótima visão de jogo, podendo acionar Taison em contra-ataques. Não deverá receber a mesma atenção defensiva que D’Alessandro receberia, o que pode ser outro benefício para a equipe colorada.

    A expectativa é de um grande jogo. Talvez não seja uma grande partida do ponto de vista técnico, pelas características defensivas dos dois treinadores e pelo nervosismo inerente a uma final. Ainda assim, com jogadores do nível de Ronaldo e Taison em campo, podemos esperar grandes lances e uma partida muito equilibrada. Se o Inter conseguir manter um razoável percentual de posse de bola, tem tudo para consquistar um bom resultado. Por outro lado, se a equipe se deixar pressionar o tempo inteiro como como contra Coritiba e Flamengo, será muito difícil sair do Pacaembu sem uma derrota.


    por Carlos Alberto Petry Junior

    As ausências e os substitutos

    junho 16th, 2009

    O Inter vai ter quatro desfalques para o jogo de amanhã em São Paulo. Dois na seleção, um suspenso e um lesionado. Isso representa 40% de um time se considerarmos apenas os jogadores de linha.

    O ataque colorado é aclamado em todo o país por ter D’Alessandro, Taison e Nilmar. Pois bem, apenas Taison vai jogar essa primeira partida. Dizem ainda que o Inter é favorito por ter um grupo mais qualificado. De fato, nosso grupo de jogadores é muito superior. Porém apenas 14 jogadores podem ser utilizados numa partida. O Inter vai para o primeiro jogo sem dois dos seus principais jogadores, e não pode ser dado como favorito nessas condições. Ainda mais enfrentando um time que foi campeão paulista invicto. Porém, acho, sim, que o nosso time seja ligeiramente melhor mesmo com os desfalques.

    Sobre as ausências:

    Kléber - com a sua ida para a seleção, achávamos que estaríamos bem, pois Marcelo Cordeiro vinha entrando bem no time quando requisitado. Agora já não temos mais tanta certeza, depois de algumas partidas muito ruins do substituto. Há de se destacar que Kléber fez poucas boas atuações aqui e não vinha bem na marcação também. Só espero que Marcelo Cordeiro tenha a calma necessária para uma final, pois essa é a principal vantagem que vejo no titular e que pode ser decisiva em um jogo assim. No mais, acho que Marcelo é um apoiador razoável e pode ajudar em contra-ataques.

    Bolívar - suspenso, vai ficar fora do primeiro jogo. Sinceramente não vejo motivos para nos preocuparmos muito com isso. Acho Bolívar um bom zagueiro, mas não um bom lateral. Acho que Danilo Silva fez muito bem o papel quando precisamos dele. Bom marcador, tranquilo e com intimidade com a bola para sair jogando sem dar balão. Não é um apoiador, mas já fez algumas boas jogadas pelo flanco direito. Acho que estamos muito bem servidos naquele lado.

    D’Alessandro - com lesão na coxa, não vai participar do primeiro jogo. Por mais que D’Alessandro não viesse fazendo grandes atuações, sabemos o quanto ele pode ser decisivo. Dono de uma rara facilidade para driblar em curto espaço e de um bom cruzamento, é um jogador muito importante, pois consegue segurar a bola até o time chegar. D’Alessandro, por ter tanta intimidade com a bola, sofre muitas faltas, o que poderia ser muito útil amanhã, pois os dois voltantes do time paulista estão com dois amarelos. No lugar de D’Alessandro teremos Andrezinho, que já mostrou, também, que tem a frieza para decidir jogos. É um jogador que, apesar de não ser craque, superou todas as nossas expectativas e ganhou nosso respeito. É um bom armador, e muito bom na bola parada, tanto em cruzamentos quando cobranças direto a gol. Não é driblador como o D’Alessandro e nem é muito mais rápido que o argentino, mas é um bom substituto capaz de fazer ótimas atuações.

    Nilmar - pra mim Nilmar é o único jogador realmente insubstituível do time no momento. É muito veloz, ágil e sabe driblar. Combinação essa que já se mostrou mortal para as defesas adversárias. Acho que merecia ser titular da Seleção Brasileira e faz imensa falta no time do Inter. Por melhor que Alecsandro seja - e ele é mesmo muito bom - não é capaz de armar um contra-ataque sozinho ou sair driblando toda a defesa. Nilmar é craque. Faria falta em qualquer time do mundo. Menos mal que temos Alecsandro como alternativa. É um bom atacante que seria titular na maioria dos times brasileiros. Ótimo finalizador e bom passador. É uma pena que não tenhamos alas para pôr a bola na área para ele. Mas nem só de bola aérea vive Alecsandro. É um jogador que se posiciona muito bem e finaliza com precisão. A grande dificuldade que o Inter tem tido com ele em campo é que nosso estilo jogo precisa mudar quando o Nilmar está fora. E isso o técnico Tite ainda não conseguiu fazer. Com dois atacantes rápidos (Taison e Nilmar) podemos ser defensivos, pois os dois resolvem em contra-ataques. Com um atacante de presença física no lugar de um deles, precisamos de mais gente chegando no ataque. Espero que Magrão e Guiñazu apareçam mais na frente para auxiliar Andrezinho na criação, para que possamos criar mais chances para nosso atacantes.

    Enfim, com ou sem desfalques, temos time pra vencer, inclusive fora de casa. Isso se não fizermos a nossa recente - mas já tradicional - retranca fora de casa.


    por Lucas Backes