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    A “sacudida” de Fernando Carvalho

    julho 26th, 2009

    Na noite de ontem, o Inter teve mais um resultado negativo: perdeu para o Botafogo, no Rio, pelo placar de 3×2. Os mesmos problemas vistos nos últimos dois meses foram vistos mais uma vez durante a partida.

    Após o jogo, Fernando Carvalho, vice-presidente de futebol colorado, afirmou que uma “sacudida interna” se faz necessária.

    Acredito que ninguém discordaria de sua afirmação. A questão é: o que pode e deve ser feito para a equipe sair da atual crise?

    Comecemos falando a respeito do treinador colorado. Tite parece estar perdido. O Inter vem acumulando maus resultados, e o técnico continua insistindo no mesmo esquema de jogo, que já provou não funcionar mais. Como já dissemos aqui diversas vezes, sua solução com quatro jogadores em linha e três volantes na defesa funcionou por um tempo, mas seu prazo de validade já expirou há algumas semanas. O único armador e os atacantes ficam completamente isolados e precisam criar jogadas puramente na base da individualidade. Os adversários já entenderam isso e o Inter se tornou o clube mais previsível do Brasileirão. Os oponentes colorados conseguem ter o domínio da posse de bola e pressionam o Inter até conseguirem encontrar um espaço na defesa (algo que não é muito difícil, quando temos Kléber em um dos lados do campo apenas fingindo que marca alguém). É verdade que os zagueiros estão em má fase, mas também é verdade que zaga nenhuma aguenta a pressão constante que o Inter vem sofrendo jogo após jogo.

    Desta forma, torna-se muito difícil avaliar individualmente os jogadores do Inter. Mesmo assim, não podemos inocentar todos os atletas da equipe. Alguns merecem, sim, as críticas que vêm recebendo. Um exemplo é Magrão. A opinião da equipe do InterBlog sempre foi de que Magrão não deveria ser titular do time. Por outro lado, sempre entendemos que ele possui qualidades importantes, principalmente em jogos decisivos. Uma dessas qualidades seria a sua liderança. A questão é: até que ponto sua liderança é algo positivo? Ano passado, quando foi colocado no banco de reservas por Tite, ficou emburrado e não aceitou bem a ideia de ser reserva. Num time que se orgulha de ter um excelente elenco, qual é o valor de um jogador com uma atitude dessas?

    E esse parece ser um dos principais problemas da equipe colorada. Os “líderes” do grupo são jogadores experientes, com importantes títulos na carreira, que acreditam ter lugar na equipe simplesmente por suas conquistas do passado. Não sabendo o que ocorre dentro do vestiário, tudo o que podemos fazer é especular, mas olhando de fora, Magrão e Bolívar parecem ser os melhores exemplos disso. Índio, Guiñazu e Álvaro tem currículos tão respeitáveis quanto os jogadores previamente mencionados, mas não parecem ter o mesmo tipo de atitude deles. Álvaro já foi para o banco diversas vezes e lidou muito bem com isso, e é de se imaginar que Guiñazu faria o mesmo, dada a sua personalidade.

    Outro problema que a equipe colorada tem pode ser confundido com o anterior, mas não é exatamente o mesmo. Jogadores como Kléber e D’Alessandro provavelmente ainda não se estabeleceram como líderes, mas por serem conhecidos nacional e até mesmo internacionalmente, parecem ter escalação garantida na equipe colorada, a despeito de atuações ruins.

    O Inter campeão do mundo de 2006 passou pelos mesmos problemas nos anos subsequentes e precisou fazer mudanças. Os grandes líderes da equipe já não estavam mais atuando no mesmo nível e a equipe teve de ser renovada. Fernandão e Iarley foram negociados, enquanto Clemer foi mantido, mas como terceiro goleiro. Abel Braga foi para os Emirados Árabes.

    Será que o atual grupo do Inter precisa passar pelo mesmo tipo de reformulação?

    Talvez a “sacudida” mencionada por Fernando Carvalho envolva algumas mudanças no grupo colorado. Sou da opinião — e como sei que o Lucas também é, posso dizer que essa é a opinião do InterBlog — de que chegou o momento de o Inter negociar Magrão. Já achava isso no início do ano, e a temporada até aqui só vem reforçando a ideia. Talvez Índio também deva ser negociado (embora eu não o veja como um problema para o ambiente colorado), pois já tem 34 anos e não é o mesmo de anos anteriores. Também gostaria de ver a saída de Bolívar, mas não vejo como isso possa acontecer, pois ele acabou de assinar um contrato de três anos com o clube. Talvez uma saída de Índio o permita atuar como zagueiro, sua verdadeira posição.

    O trabalho de Tite não agrada nem um pouco, mas também temos que aceitar que o mercado não oferece grandes alternativas. Confesso que gosto do trabalho de Dorival Júnior, mas é difícil imaginar o treinador saindo do Vasco. Parreira sempre me pareceu muito mais diplomata do que treinador. Cuca mostrou contra o Inter, pela Copa do Brasil, que sabe organizar um time equilibrado, mas também é inegável que ele passa longe de ser um grande motivador e se abate facilmente.

    Ou seja, entende-se porque a direção colorada reluta em demitir Tite agora. Teve a chance de demiti-lo quando Muricy estava disponível, mas não quis fazê-lo. Agora, talvez seja “menos difícil” encontrar as soluções dentro do próprio vestiário. Mas não vejo como Tite possa recuperar o comando da equipe colorada, a não ser que aconteçam mudanças no grupo de jogadores.

    A situação não permite soluções fáceis, mas a realidade é que algo precisa ser feito. E logo.


    por Carlos Alberto Petry Junior

    Pré jogo, grupo e esquema.

    julho 22nd, 2009

    O jogo de hoje

    Após a derrota no grenal de domingo passado, o Inter volta a jogar pelo Campeonato Brasileiro. Enfrentaremos o São Paulo no Beira-Rio. O São Paulo não vem fazendo uma grande campanha, porém começou a melhorar nos últimos jogos e já parece ter um esquema definido.

    O Inter tem um grupo melhor, joga em casa e por isso é favorito. Com essa sequência de maus resultados, ficou evidente que o nosso time tem muitas carências e compete à nossa direção correr atrás de reforços. Mas também é bem verdade que o grupo atual do Inter pode render muito mais, e isso compete ao treinador e aos jogadores. Espero ver alguma coisa nova no inter hoje, quem sabe até um esquema de jogo! Porque uma linha de quatro, sendo que são três zagueiros e um fantasma na esquerda, mais três volantes e dois atacantes isolados lá na frente não é esquema. Sim, esse time que citei só tem nove na linha, mas é porque o nosso meia faz muito tempo que não vejo jogar. Quando a bola chega nele, bate e vai para o adversário. Mas o mais comum é que a bola passe por cima dele, indo direto da zaga para o ataque.

    De toda a forma, creio eu, o grande adversário do Inter hoje não é o outro time e, sim, o seu próprio. Há muitas partidas que o Inter vem jogando mal. Completamente desorganizado, sem criação, apático, o Inter não tem criado chances de gol. Nilmar tem criado, o time não. Quero muito que o Tite não espere a saída de Nilmar para ver que o time é completamente dependente do atacante. O Inter não tem esquema. É só ligação direta para o Nilmar e deixar que ele resolva sozinho. É um absoluto desperdício ter um jogador do nível do Nilmar jogando num time sem esquema.

    Grupo e esquema

    D’alessandro joga hoje de novo. Aliás, jogar ele não jogou nada esse ano, vamos ver se hoje faz algo de produtivo. Eu não gosto de meia que não ajuda em nada na marcação. Quando ele deixa a desejar demais na criação também, fica insuportável. Tudo bem que D’ale fica sozinho na armação, mas falta esforço para ele. Não vemos o argentino conduzir a bola, correr. É só drible curto na defesa e passe errado. D’alessandro jogou bem no ano passado quando estava lá na ponta direita, próximo aos atacantes. E é lá onde ele pode ser decisivo com dribles curtos e passes, sem precisar arrancar com a bola. É lá que ele deveria jogar. Mas como? Como deixar ele como um terceiro atacante jogando com três volantes (ou até dois mesmo), sem ter laterais? O nosso grupo de jogadores é muito bom sim. Mas não é tudo aquilo que se falava. E isso todo mundo já percebeu. Todos os times sabem que não temos laterais, e assim fica muito fácil marcar o Inter.

    Trouxemos agora o Lima do Criciúma. Grande promessa para a esquerda. Tomara que vá bem. Mas até que ele possa jogar no time titular e desbancar Kleber - que, aliás, nunca vou saber por que é convocado para a seleção - é uma longa trajetória. Na direita temos só apostas, como Arílton e Daniel. Bolívar e Danilo Silva ao zagueiros. E nenhum deles parece ter condição de fazer a lateral atualmente.

    O momento parece bastante propício para o 3-5-2 que, por sinal, deu certo nas vezes que tentamos esse ano. Nenhum dos nossos laterais esquerdos sabe marcar. Marcelo Cordeiro já mostrou que pode ajudar bastante na ala, jogando ofensivamente. Teoricamente isso é o que Kleber sabe fazer também. Na direita poderíamos usar uma dessas apostas ou dar sequência para o Danilo. Bolívar na zaga. O problema do 3-5-2 é que não sobraria vaga para Magrão no time. Por mim tudo bem, mas infelizmente a escalação no Inter é feita, às vezes, por nome e não por futebol. Assim é com Magrão, D’ale, Kleber e cia. Três volantes é demais e todos sabem disso. Mas Sandro é um dos melhores primeiros volantes no futebol brasileiro, senão o melhor, na minha opinião, claro. Ele não pode sair do time. Guiñazu dá alma em todas as partidas, apesar de não vir bem nos últimos jogos também. E Magrão tem nome. E é só por isso que jogamos com três volantes. Eu entendo que o Magrão seja esforçado e melhor do que a média dos volantes no Brasil. Mas não tem mais vaga pra ele no time.

    Se D’alessandro realmente receber a punição, teremos mais uma vaga pra estrangeiros, e Bolaños poderá jogar. Poderia compor o meio de campo no 3-5-2 ou no 4-4-2, ao lado de Andrezinho. Mas é mais provável que ele fique na reserva como opção para o ataque, pois essa é a posição do Inter quanto a ele. O que quero dizer aqui é que podemos fazer muito mais que fazemos com esse mesmo grupo. É claro que precisamos de laterais qualificados, mas poucos times no Brasil tem e mesmo assim conseguem ter um esquema de jogo que funcione. Dá pra jogar bem com os jogadores que o inter tem.


    por Lucas Backes

    Pré jogo - Inter x Fluminense

    julho 15th, 2009

    O Inter entra em campo hoje precisando de uma vitória para levantar a moral e alcançar a ponta da tabela (ainda que o Atlético-MG possa nos passar novamente amanhã). O time do Fluminense vive um mau momento, assim como o Inter. Nas individualidades o Inter é melhor. Mas isso já provou não ser suficiente. Vamos ver se hoje , ao menos,o time se acha em campo.

    Kleber e D’alessandro estão fora, suspensos. Kleber volta no grenal, D’ale daqui sessenta dias aproximadamente.

    No lugar do preguiçoso Kleber, que não sabe se ataca ou defende, entra Marcelo Cordeiro, que não sabe defender e não tem liberdade para atacar. Promissor, não? Mais uma vez, ficamos na esperança de que um de nossos 3 mil volantes faça a cobertura e dê liberdade ao lateral esquerdo apoiar no ataque.

    No lugar do argentino, entra Andrezinho. Ele pode não ser lá um craque, e não é mesmo, mas tem mostrado muito mais dedicação. Além da capacidade de conduzir a bola, não apenas dar um drible, proteger e perder passar. E isso faz bastante diferença num time onde os jogadores não se aproximam uns dos outros. Ou quando aproximam, fazem isso de forma desordenada.

    Os jogadores que estão relacionados para hoje:

    Goleiros: Lauro e Michel Alves
    Zagueiros: Índio, Danny, Sorondo e Álvaro
    Laterais: Danilo Silva, Daniel, Kleber e Marcelo Cordeiro
    Volantes: Glaydson, Magrão e Guiñazu
    Meias: Andrezinho, Marquinhos e D’Alessandro
    Atacantes: Alecsandro, Nilmar, Taison, Bolanõs e Leo

    Desses acima, Kleber e D’ale não poderão jogar, assim, apenas um dos outros ficará fora do banco. Provavelmente Marquinhos ou Léo.

    Giuliano não aparece na lista, o que significa que na necessidade de atacar mais, jogaremos com três atacantes ou com Bolaños no meio-campo (que é onde eu queria ver ele jogando). A não ser que Marquinhos apareça no time, o que acho pouco provável. Como Bolaños é considerado atacante pelo Inter, parece mesmo que a Diretoria contava como certo o efeito suspensivo para D’ale, pois Andrezinho, então, ficaria no banco.

    A provável escalação é no nosso tradicional e falível 4-4-2 com losango:
    Lauro, Danilo Silva, Índio, Danny Morais e Marcelo Cordeiro; Glaydson, Guiñazu, Magrão e Andrezinho; Nilmar e Alecsandro (Taison).

    O Fluminense não deve se expor muito ao ataque, então teremos oportunidade de ver como o nosso time se sairá com a posse de bola. Acho que, se realmente os cariocas se retrancarem, teremos boas chances de vencer. Com eles lá atrás, Marcelo Cordeiro deverá poder investir no ataque e alçar bolas para a área. Caso Alcsandro jogue mesmo, teremos uma alternativa de jogada aérea.

    É um jogo perfeito para dois meias e ainda apoio das laterais. Poderíamos pressionar com qualidade, criatividade e organização, mas não parece muito a cara do tite montar um time ofensivo.  Veremos como nossos volantes se asem sem precisar marcar tanto e tendo liberdade para atacar. Isso se o Fluminense realmente der espaços.


    por Lucas Backes

    Pós jogo - Atlético-PR x Inter

    julho 15th, 2009

    Pós jogo atrasado e incrivelmente resumido

    O jogo no Paraná não deu ânimo algum pra escrever um pós jogo. E também está muito difícil de avaliar a atuação colorada recentemente. É uma bagunça tão grande, que não faremos avaliações individuais daquela partida. Simplesmente não dá pra avaliar individualmente um time que não tem o mínimo senso de organização.

    Resta-nos resumir dizendo que foi mais uma péssima atuação colorada com um gol cujo chute desviou na zaga e enganou o goleiro. Ah, e sim, levamos três do Atlético-PR. É injusto avaliar as atuações dos zagueiros do Inter. Raramente veremos algum defensor acertando todas as jogadas quando pressionado 90 minutos. E sem cobertura dos laterais e volantes, claro. É sacanagem.

    Mas eu acho acho mesmo que um dia, sim, um dia(!), mudaremos esse esquema! E mais: teremos laterais compondo o nosso time titular!


    por Lucas Backes

    Prévia - Atlético-PR x Inter

    julho 11th, 2009

    Após mais um resultado decepcionante, o Inter tenta reencontrar o bom futebol e manter a liderança do Brasileirão diante do Atlético Paranaense.

    Ao longo das últimas semanas, o Inter — até então considerado o melhor time do país pela mídia — teve expostas grandes deficiências em sua equipe, as quais foram devidamente exploradas por adversários preparados e qualificados.

    Os problemas defensivos, mascarados por um sistema de jogo extremamente retranqueiro, vieram à tona diante de equipes com bom aproveitamento ofensivo. As limitações do meio-campo, composto por três volantes e apenas um armador, tornaram-se fator decisivo contra o Inter, já que os adversários perceberam que bastava tirar os espaços de D’Alessandro para transformar o Colorado numa equipe totalmente dependente da ligação direta. A falta de um sistema de jogo com variações de jogadas ofensivas fez com que a dupla de ataque, composta por Nilmar e Taison, dependesse totalmente de seus talentos individuais para criar oportunidades de gol.

    Em suma, o sistema de jogo de Tite fracassou no momento mais importante da temporada até aqui.

    Como Tite deverá continuar no comando pelo menos até o Gre-Nal, nos resta torcer para que ele faça ajustes em seu esquema e recoloque a equipe no caminho das vitórias.

    O adversário de amanhã não é uma grande equipe, o que significa que, mesmo com as deficiências táticas escancaradas recentemente pelos adversários colorados, a qualidade dos nossos jogadores pode ser suficiente para garantir um bom resultado em Curitiba.

    O Inter terá três desfalques para a partida de amanhã: Danny Morais (suspenso), D’Alessandro (em trabalho de recondicionamento físico) e Kléber (liberado para resolver problemas particulares). A escalação da equipe deverá ser a seguinte:

    Lauro; Bolívar, Índio, Sorondo e Marcelo Cordeiro; Glaydson, Magrão, Guiñazu e Andrezinho; Taison e Nilmar

    Copa do Brasil e Recopa já foram perdidas. Ainda resta o Brasileirão, que é, convenhamos, mais importante que essas duas competições. Sendo assim, qualquer vitória é bem-vinda. Por outro lado, se a equipe vencer utilizando o mesmo esquema que vem utilizando desde o início do ano, estará dando força a um sistema de jogo que já provou não ser bom o bastante.

    Como colorados, certamente torceremos pela vitória colorada amanhã, venha ela como vier. Esperamos, entretanto, que não venha em detrimento de evoluções táticas fundamentais para que o clube almeje o título nacional.


    por Carlos Alberto Petry Junior

    Sorondo

    julho 11th, 2009

    Já faz algum tempo que a torcida do Inter implora para ver o uruguaio Sorondo, ídolo da torcida colorada mesmo tendo jogado apenas 20 partidas pelo time principal (intercaladas por suas lesões), jogar pelo time titular.

    O problema para que isso aconteça é, como todos sabem, a quantidade de estrangeiros no time. D’alessandro, mesmo jogando muito mal recentemente, deve continuar sendo relacionado para os jogos em função de sua técnica bastante acima da média. Bolaños, recém chegado, fez três gols em sua segunda participação pelo Inter e surge como aposta para resolver a falta de criatividade e objetividade do time do Inter. Guiñazu é, hoje, o ídolo máximo da torcida por sua raça e esforço dentro de campo. Como só 3 estrangeiros podem ser relacionados para cada jogo do Brasileirão, Sorondo sobra.

    Porém, a partida de amanhã surge como grande oportunidade para o zagueiro de 1,90m. Uma sequência de acontecimentos fez a chance de Sorondo aparecer amanhã aumentar absurdamente. São eles:
    1. Danny Morais está fora do jogo pois levou o terceiro cartão amarelo no último jogo, abrindo uma vaga na zaga titular;
    2. D’alessandro está fazendo trabalho de recondicionamento físico e não viaja, abrindo uma vaga para estrangeiros;
    3. Álvaro, que perdeu recentemente a posição de titular e seria a provável alternativa de Tite, atrasou-se 55 minutos no treino de hoje marcado para as 11h. Com isso deve ser punido e provavelmente não escalado para amanhã, abrindo uma vaga para outro zagueiro que vem do banco.

    Tudo parece conspirar a favor de Sorondo para amanhã. Espero que ele repita os bons desempenhos anteriores e bote ordem, de vez, na área colorada. O difícil vai ser escolher qual estrangeiro ficará de fora nos próximos jogos enquanto o longo processo de naturalização do uruguaio não se concretiza. Meu palpite: o óbvio, ele mesmo continuará fora se os outros três estrangeios estiverem disponíveis. Se eu apoio isso? Não sei. Acho que o melhor seria o D’alessandro pegar uma punição de umas duas ou três semanas mesmo. Um tempo fora com trabalhos físicos intensos faria bem a ele.


    por Lucas Backes

    Suruga

    julho 11th, 2009

    Hoje o preparado físico do Inter, Fábio Mahseredjian, afirmou que não há como fazer uma preparação física adequada para a disputa da Copa Suruga. Eu acredito que ele tenha razão.

    A única coisa que eu não entendo é a razão do Inter enviar o time principal pra essa competição.

    Primeiro porque vai atraplhar o time no Brasileirão, tirando o foco e cansando os jogadores. O desgaste da viagem somadosao desgaste do jogo no Japão.

    Segundo porque corremos o risco de jogarmos mal e não sermos campeões. Imagina a frustração da torcida e dos jogadores perdendo pra um time do Japão.

    Isso tudo sem contar a adaptação rápida ao fuso horário.

    Por que não montar um time com alguns reservas e juniores? Giuliano, Marinho, Tales, Agenor, Daniel, Lucas Roggia, Léo, etc.
    Temos talentos suficientes para vencer essa disputa. Ainda que o Oita Trinita do Japão possa não ser uma equipe ruim, e que eu entenda o desejo de vencer todos os campeonatos que nos restam esse ano, acho que não vale a pena levar os titulares pra lá.

    O jogo é dia 5 de Agosto, meia noite (no Brasil). O Inter joga dia 1º contra o Santos fora de casa e tem um jogo marcado para o dia 6 contra o Atlético-MG no Beira-Rio. Espero que, ao menos, esse jogo em casa seja remarcado.


    por Lucas Backes

    Análise Individual - LDU 3 x 0 Inter

    julho 10th, 2009

    Lauro - 6,0

    Danilo Silva - 5,5

    Índio - 5

    Danny Morais - 5

    Kléber - 5,5

    Glaydson - 5,5

    Magrão - 4,5

    Guiñazu - 5,5

    D’Alessandro - 4,5

    Taison - 5

    Nilmar - 6,5

    Andrezinho - 6

    Alecsandro e Bolaños - sem nota

    Tite - 4


    por Lucas Backes

    Pós jogo - LDU 3 x 0 Inter

    julho 10th, 2009

    Eu não sei vocês leitores, mas eu estou com vergonha. Não pelo resultado nem pela perda do título, mas pela total incompetência do time do Inter e criar chances de gol,  pela total falta de esforço e organização do time em campo.

    Não costumo escrever pós jogo de cabeça quente, mas dessa vez é melhor, pra não esquecer a palhaçada que o Inter tem sido recentemente. Vindo de um time da grandeza do Inter, com os jogadores que tem, não dá pra explicar. Aliás, dá: é ridículo jogar com uma linha de quatro zagueiros (sendo que o esquerdo nem marcar sabe) e ter ainda três volantes que não apoiam. Ainda mais quando um deles é o Magrão. Há quanto tempo que ele vem jogando mal? Eu já nem lembro mais.

    Não costumo pedir que técnicos sejam demitidos e sou contra presidentes que se metem no trabalho do treinador, como o Eurico Miranda fazia no Vasco. Mas o Tite está fazendo um trabalho péssimo recentemente. Todos os times sabem que o Inter tem só um armador (que não se movimenta) e aposta na velocidade dos atacantes para vencer no contra-ataque. Todo mundo já percebeu isso. Mas o Tite ainda não viu que já nos entenderam. Acho que essa é a hora de alguém chegar pra ele e dizer que assim não dá mais. Concordo que demiti-lo agora é complicado pois não temos nomes interessantes no mercado, mas acho, sim, que é hora da direção parar de reclamar das arbitragens e começar a cobrar do treinador uma resposta positiva. Ainda temos o Campeonato Brasileiro e felizmente muitos times ruins pela frente. É obrigação do Inter ir para a Libertadores com o grupo de jogadores e com a torcida que tem. Não sou radical a ponto de dizer que o título é obrigatório, mas só ele mesmo poderia salvar nosso ano do centenário.

    Quanto ao jogo, vou me resumir a dizer que o time todo foi mal (isentando Bolaños e Alecsandro que entraram no final). Nilmar foi o menos pior em campo, como sempre. Vimos uma atuação ruim até mesmo da nossa atual dupla de zaga, tendo cada um deles falhado em um gol (Danny no segundo e Índio no terceiro). Mas também ser zagueiro de um time que não segura a bola e não ataca é tarefa pra lá de ingrata. Vimos, ainda, Magrão conseguindo se destacar negativamente dentre as já péssimas atuações dos seus colegas.

    Ah, alguém viu se o Taison tava em campo? Eu não lembro. O D’alessandro eu vi! E foi horrível.

    Agora é bola frente e focar no Campeonato Brasileiro. Mas, insisto, mudanças são necessárias.


    por Lucas Backes

    Pré jogo - LDU x Inter

    julho 9th, 2009

    Escrevi há pouco um pré jogo gigante, mas na hora de publicar consegui perder a informação. Não sei se apaguei sem querer ou se deu problema na publicação. Fato é que perdi tudo. Mas vamos lá de novo.

    O nosso Inter vai ter a dura missão de vencer a LDU no estádio Casa Blanca em Quito, onde quase 50mil equatorianos devem estar presentes. Além da força da torcida e do grupo de jogadores, o Inter ainda terá de enfrentar uma altitude de 2800 metros com dois desfalques.

    O zagueiro-que-joga-de-lateral Bolívar e o volante Sandro não estarão presentes no time que joga hoje à noite em Quito por motivos de suspensão e lesão respectivamente.

    Bolívar estava começando a melhorar suas atuações como lateral, principalmente defensivamente e, por isso, pode ser considerado um desfalque importante. Danilo Silva, outro zagueiro-que-joga-de-lateral, que entra em seu lugar é muito veloz e bom marcador também, apesar de algumas partidas ruins recentemente. Acredito que, se o time estiver com um posicionamento correto, Danilo pode fazer uma grande atuação e sua velocidade pode ser explorada em algumas investidas pela ala. O problema é na hora de cruzar a bola pra área, que não parece ser uma habilidade de nenhum de nossos laterais. Além, é claro, de não termos um grande cabeceador em campo.

    Sandro é um ótimo volante, muito marcador, que comete poucas faltas e ainda sabe sair jogando. Claro que não é um grande armador, mas não compromete com suas saídas de jogo. É uma ausência muito sentida com certeza. Por outro lado, Glaydson vem dando boas respostas na maioria de suas atuações, sendo firme na marcação e saindo para o jogo com qualidade.

    Sim, temos duas ausências consideráveis, mas certamente nada que impeça que o Inter volte do Equador com o título.

    O time titular do Inter para hoje a noite deve ser o seguinte:
    Lauro, Danilo Silva, Índio, Danny morais e Kléber; Glaydson, Guiñazu, Magrão e D’alessandro; Taison e  Nilmar.

    Viajaram, ainda, os jogadores:
    Michel Alves, Sorondo, Marcelo Cordeiro, Andrezinho, Giuliano, Bolaños, Alecsandro, Álvaro, Marquinhos e, Talles Cunha.
    Acredito que os primeiros sete serão as opções no banco de reserva, visto que esse é o número limite. Álvaro no banco no lugar de Giuliano ou Sorondo também é uma opção provável, mas, no mais, creio que seja isso mesmo. Eu, particularmente, não vejo razão para mais de um zagueiro no banco, em um time que já terá três em campo (ainda que um esteja na lateral).

    A atuação e a postura do Inter seguem sendo as grandes incógnitas que já vinham sendo nas últimas partidas. Espero, mais uma vez, que hoje os laterais e/ou  volantes ajudem D’alessandro na marcação. Pelo menos pra mim já ficou claro que D’ale não vai resolver os jogos sozinho. Ou pelo menos não com uma frequência aceitável. O argentino vem jogando mal, mas também é bem verdade que ele fica isolado na criação. Se ele tiver apoio, pode ser decisivo dando um passe para deixar nossos atacantes no mano a mano com os zagueiros ou até na cara do gol. Se é pra deixar ele sozinho, então, prefiro que coloquem o Andrezinho no lugar dele. Não tem a mesma qualidade, mas pelo menos consegue ficar mais tempo em pé.

    Outro detalhe decisivo: como apitará o árbitro de hoje à noite. O jogo tem tudo para não ser fácil de arbitrar e temos de torcer para que a arbitragem não seja caseira. Já sabemos que se D’ale sofre muitas faltas que não são marcadas ou os jogadores não são punidos devidamente, ele reclama demais, revida e começa a tentar cavar novas faltas, perdendo muitas vezes a bola e levando cartões. A marcação em Nilmar vai ser igualmente forte, pois os jornais equatorianos destacaram hoje a volta dele ao time do Inter. Tomara que o árbitro marque as faltas e dê cartões. Aí teremos uma ótima chance.

    Enfim, mesmo com todos os problemas, pra mim, o inter ainda é favorito ao título. Basta uma vitória para que o título seja nosso (com exceção do 1×0 que leva a decisão para os pênaltis).


    por Lucas Backes